Na triagem inicial do paciente politraumatizado pediátrico, a lesão de menor mortalidade, considerando as apresentadas abaixo, é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Então, vamos começar analisando o enunciado para entender bem o que a questão nos pede.
- Este trecho nos indica que estamos no momento de avaliação rápida e prioritária de um paciente, onde as decisões precisam ser ágeis e focadas na estabilização.
- Aqui, o enunciado especifica que é uma criança com múltiplos traumas, o que já nos alerta para a gravidade e a necessidade de considerar as particularidades da pediatria no trauma.
- E este é o ponto chave da questão: precisamos identificar, entre as opções, qual lesão apresenta o menor risco de morte imediata para essa criança politraumatizada.
- Agora, vamos pensar no raciocínio geral para abordar essa questão. Em um paciente politraumatizado, especialmente na triagem, nossa prioridade é sempre a avaliação e o manejo das lesões que ameaçam a vida imediatamente, seguindo o protocolo ABCDE do trauma.
- As lesões que comprometem a via aérea, a respiração e a circulação são as que têm maior mortalidade se não forem rapidamente tratadas.
- Vamos analisar a alternativa A. Um trauma cervical com ruptura de laringe é uma lesão extremamente grave, pois compromete diretamente a via aérea do paciente.
- Sem uma via aérea pérvia, a criança não consegue respirar, o que leva rapidamente à hipóxia e à morte. Portanto, tem uma mortalidade muito alta.
- A alternativa B fala de um pneumotórax aberto. Essa condição compromete gravemente a ventilação, pois o ar entra e sai da cavidade pleural, impedindo a expansão pulmonar adequada.
- É uma emergência respiratória que, se não tratada imediatamente, leva à insuficiência respiratória e choque, com alta mortalidade.
- A alternativa D apresenta hipotensão por ruptura gástrica. A hipotensão é um sinal de choque, indicando que a circulação está gravemente comprometida.
- Uma ruptura gástrica pode levar a hemorragia interna e peritonite, causando um choque hipovolêmico ou séptico, ambos com risco de vida muito elevado.
- Por fim, a alternativa C menciona concussão cerebral, levando à crise convulsiva. A concussão é uma lesão cerebral traumática leve, e embora uma crise convulsiva pós-trauma exija avaliação urgente, a concussão em si tem uma mortalidade relativamente menor quando comparada às outras lesões.
- As outras opções representam ameaças diretas e imediatas à via aérea, respiração ou circulação, que são os pilares da vida. A concussão, mesmo com convulsão, não tem o mesmo risco de morte iminente que as outras lesões apresentadas.
- Então, em uma criança politraumatizada, com lesões que afetam a via aérea, a respiração e a circulação, pense sempre que estas são as de maior mortalidade imediata, enquanto uma concussão, mesmo com convulsão, tem um risco menor comparativamente.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Head injuryRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.