Menino de 2 meses, hígido, nascido a termo, recebeu vacina BCG com 1 mês de vida. Mãe nega saída de secreção local, mas procura atendimento devido à preocupação com o aspecto da cicatriz, conforme foto a seguir:

Qual é a conduta mais adequada nesse caso?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Vamos analisar o enunciado para identificar os pontos chave. Primeiro, temos um menino de dois meses de idade.
- Ele é hígido e nasceu a termo, o que nos indica que não há comorbidades ou fatores de risco adicionais para complicar o quadro.
- Um dado muito importante é que ele recebeu a vacina BCG com um mês de vida, o que estabelece o contexto da lesão que estamos avaliando.
- A mãe nega a saída de secreção local, o que é um achado negativo importante, sugerindo que não há uma infecção ativa ou complicação purulenta.
- A preocupação da mãe é com o aspecto da cicatriz, e o enunciado menciona que há uma foto, o que nos leva a inferir que se trata de uma lesão típica da evolução da BCG.
- Juntando os dados, temos um bebê de dois meses, que tomou a BCG há um mês, é saudável e não apresenta secreção no local. Isso nos leva a pensar que a lesão está dentro da evolução esperada da vacina.
- A Cefalexina é um antibiótico, e o enunciado não descreve sinais de infecção bacteriana secundária, como secreção purulenta ou sinais inflamatórios exacerbados. O comentário da questão reforça que antibiótico não é indicado para a evolução local habitual da BCG.
- A drenagem de secreção não é recomendada para a evolução normal da BCG. O enunciado inclusive nega a saída de secreção, e mesmo que houvesse, a orientação é não manipular a lesão. O comentário diz para não espremer nem drenar a lesão habitual da vacina.
- A Isoniazida é um medicamento para tuberculose e suas complicações, e não é indicada para a evolução local normal da vacina BCG. Seu uso seria considerado apenas em casos de eventos adversos específicos e graves, como osteíte por BCG, o que não é o caso aqui. O comentário confirma que a Isoniazida depende de evento adverso específico.
- Considerando que o menino é hígido, a vacina foi aplicada há um mês, não há secreção e a preocupação é apenas com o aspecto da cicatriz, a conduta mais adequada é observar a evolução. A pápula, pústula e pequena úlcera fazem parte da evolução esperada da BCG, e a orientação é apenas observar, explicando aos pais o que esperar. O comentário confirma que lesão local dentro da evolução esperada pode ser observada, com orientação de sinais de complicação.
- Uma criança de dois meses, com lesão no local da BCG aplicada há um mês, sem sinais de complicação, deve ter sua evolução observada e os pais orientados sobre o processo normal.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Calendário Técnico Nacional de VacinaçãoMinistério da Saúde, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.