Paciente de 6 anos está em parada cardiorrespiratória na sala vermelha. O monitor cardíaco mostrava a imagem abaixo. Foi aplicado o primeiro choque (2 J/kg) e reiniciado RCP (compressões e ventilações de alta qualidade) por 2 minutos e instalado o acesso venoso. Ao reavaliar, o ritmo permanecia o mesmo:

O procedimento correto na sequência é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso, residente. Temos um paciente de seis anos, e essa idade é fundamental para definirmos as doses e o protocolo pediátrico.
- Ele está em parada cardiorrespiratória, o que já nos coloca em uma situação de emergência máxima.
- O monitor cardíaco mostrava uma imagem que, pelo contexto das alternativas, sabemos ser um ritmo chocável, provavelmente fibrilação ventricular.
- Já foi aplicado o primeiro choque, na dose correta de dois joules por quilo, o que é o passo inicial para ritmos chocáveis.
- Depois do choque, a equipe reiniciou a reanimação cardiopulmonar por dois minutos, seguindo o protocolo.
- E também já foi instalado o acesso venoso, o que é essencial para a administração de medicações.
- O ponto crucial é que, ao reavaliar, o ritmo permanecia o mesmo, ou seja, ainda estamos diante de um ritmo chocável persistente.
- Diante de uma fibrilação ventricular persistente após o primeiro choque e dois minutos de reanimação cardiopulmonar, o próximo passo no protocolo é um novo choque.
- Este segundo choque deve ter uma energia maior que o primeiro, para tentar reverter a arritmia.
- Após o choque, reiniciamos imediatamente a reanimação cardiopulmonar e, então, administramos a medicação indicada para esse momento.
- A droga de escolha para o segundo ciclo de choque, depois da reanimação cardiopulmonar, é a adrenalina.
- A alternativa A sugere administrar amiodarona, mas essa medicação não é a primeira escolha após o segundo choque, residente.
- A amiodarona só entra no protocolo depois do terceiro choque, se a fibrilação ventricular ainda persistir, então essa alternativa está incorreta.
- A alternativa B propõe reiniciar a reanimação cardiopulmonar imediatamente sem chocar novamente, mas isso só seria válido se o ritmo tivesse mudado para um não chocável.
- Como o enunciado diz que o ritmo permanecia o mesmo, ou seja, fibrilação ventricular, precisamos chocar novamente para tentar reverter a arritmia.
- A alternativa D sugere um segundo choque com a mesma dose de dois joules por quilo, mas os choques seguintes devem ter energia maior, residente.
- A dose correta para o segundo choque é de quatro joules por quilo, e a via aérea avançada, embora importante, não substitui a adrenalina neste momento.
- Exatamente! A alternativa C está correta, pois como o ritmo de fibrilação ventricular persistiu após o primeiro choque e os dois minutos de reanimação cardiopulmonar...
- O próximo passo é aplicar o segundo choque com a energia aumentada para quatro joules por quilo, reiniciar as compressões e ventilações, e então administrar a adrenalina.
- Nesse cenário de uma criança de seis anos, em parada cardiorrespiratória com ritmo chocável persistente após o primeiro choque, a sequência é sempre segundo choque com quatro joules por quilo, reanimação cardiopulmonar e adrenalina.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Pediatric Advanced Life Support — diretrizes 2025AHA/AAP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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