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Pediatrando

Uma criança de 24 meses é trazida ao pediatra porque os pais relatam que ela fala poucas palavras, não responde quando chamada pelo nome e raramente estabelece contato visual. Durante a aplicação do M-CHAT-R/F, a criança apresenta vários itens críticos positivos, incluindo movimentos estereotipados, ausência de contato visual, ausência de apontar para compartilhar interesse e falta de resposta social. O pediatra está diante de um resultado que sugere alto risco para Transtorno do Espectro Autista (TEA). Qual é a conduta mais adequada neste caso?

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Resposta: B

  1. A) Orientar terapia fonoaudiológica por 3 meses e então avaliar necessidade de investigação adicional.

    Fonoterapia isolada por 3 meses atrasa o diagnóstico e a intervenção global numa fase de grande plasticidade cerebral. O atraso de fala é só um dos sinais; falta de atenção compartilhada, de resposta ao nome e de contato visual pedem avaliação multidisciplinar já.

  2. B) Encaminhar imediatamente para avaliação e intervenção de equipe multidisciplinar especializada.

    Criança de 24 meses com M-CHAT-R/F de alto risco (não aponta para compartilhar, não responde ao nome, pouco contato visual, estereotipias) deve ser encaminhada imediatamente para avaliação diagnóstica e intervenção precoce por equipe multidisciplinar. Pela SBP, no alto risco (8 a 20 pontos) dispensa-se a entrevista de seguimento; a avaliação auditiva faz parte da investigação.

  3. C) Orientar estímulos e reaplicar o M-CHAT-R/F em 3 meses para verificar se houve melhora.

    Reaplicar o teste mais tarde só cabe no resultado de baixo risco em criança abaixo de 24 meses. Com alto risco, esperar 3 meses desperdiça tempo de intervenção e não muda a necessidade de avaliação especializada.

  4. D) Orientar estímulos e explicar aos pais que o diagnóstico de TEA só pode ser feito a partir dos 3 anos de idade.

    O diagnóstico de TEA pode ser feito com segurança a partir de 18 a 24 meses por profissional experiente, e os sinais costumam estar presentes nessa idade. Esperar os 3 anos contraria a triagem recomendada entre 16 e 30 meses e atrasa a intervenção, que é o que melhora o prognóstico.

Resumo para lembrar

No M-CHAT-R/F, pontuação de 8 a 20 é alto risco para TEA: dispensa a entrevista de seguimento e pede encaminhamento imediato para avaliação diagnóstica e intervenção precoce por equipe multidisciplinar. Risco moderado (3 a 7) exige a entrevista. O diagnóstico pode ser feito antes dos 3 anos, e a intervenção não espera a confirmação.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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