Prematura com idade gestacional ao nascer de 32 semanas, sexo feminino, peso ao nascer de 1.300 g, adequado para idade gestacional, Z-score-1 (Intergrowth-21). Passou em consulta de retorno com a idade cronológica de 56 dias de vida, com peso de 2.800 g, em aleitamento materno exclusivo. Os gráficos a seguir são disponibilizados na caderneta da criança pelo Ministério da Saúde.

Os pais estão curiosos em saber se o ganho de peso de sua filha está dentro do esperado. Com base nas informações apresentadas, pode-se afirmar que o ganho de peso
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Vamos analisar essa questão de pediatria, que fala sobre uma prematura. O primeiro dado importante é que ela nasceu com idade gestacional de 32 semanas.
- O peso ao nascer dela foi de 1.300 gramas, o que é um dado de referência para o acompanhamento do crescimento.
- Em seguida, vemos que ela passou em consulta de retorno com 56 dias de vida, que é a idade cronológica atual.
- Nessa consulta, o peso dela era de 2.800 gramas, um dado crucial para avaliar o ganho ponderal.
- É importante notar que ela está em aleitamento materno exclusivo, o que é sempre o ideal, se o crescimento estiver adequado.
- A pergunta central da questão é se o ganho de peso da filha está dentro do esperado, e é isso que precisamos determinar.
- Para avaliar o crescimento de um bebê prematuro, o primeiro passo é sempre calcular a idade corrigida, não podemos usar apenas a idade cronológica.
- A idade corrigida é calculada subtraindo a diferença entre 40 semanas e a idade gestacional de nascimento da idade cronológica. No caso, 40 menos 32 semanas dá 8 semanas de prematuridade.
- Convertendo essas 8 semanas para dias, temos 56 dias. Então, subtraímos 56 dias da idade cronológica de 56 dias, o que resulta em uma idade corrigida de zero dias.
- Isso significa que, para fins de avaliação do crescimento, essa bebê deve ser comparada a um recém-nascido a termo, com zero dias de vida.
- Agora, vamos ver o ganho de peso. Ela ganhou 1.500 gramas (2.800 menos 1.300) em 56 dias. Isso dá uma média de aproximadamente 26,7 gramas por dia.
- Um ganho de peso de 20 a 30 gramas por dia é considerado excelente para um recém-nascido a termo, e essa bebê está dentro dessa faixa, o que é muito bom.
- Portanto, o ganho de peso dela está totalmente adequado para a idade corrigida, e não há necessidade de intervenção, especialmente porque ela está em aleitamento materno exclusivo.
- Analisando a alternativa A, ela sugere que o ganho de peso é insuficiente e propõe iniciar complemento com fórmula láctea e coletar perfil de ferro.
- Essa alternativa está incorreta porque não se deve indicar fórmula e exames apenas por comparar o peso com a idade cronológica, ignorando a prematuridade e a idade corrigida.
- A alternativa B também afirma que o ganho de peso é insuficiente e sugere iniciar complemento com fórmula láctea após o seio e reavaliar em uma semana.
- Essa alternativa está incorreta porque, antes de complementar, é fundamental avaliar a idade corrigida e a trajetória do prematuro, o que já fizemos e vimos que está tudo bem.
- A alternativa D diz que o ganho de peso está adequado, mas abaixo do esperado para idade, e sugere complementar para acelerar a recuperação nutricional.
- Essa alternativa está incorreta porque acelerar o ganho de peso sem demonstrar um déficit real pode levar a uma intervenção nutricional desnecessária, e o ganho dela já está excelente para a idade corrigida.
- Finalmente, a alternativa C afirma que o ganho de peso está adequado, devendo-se manter o aleitamento exclusivo e realizar seguimento pediátrico mensal.
- Esta é a alternativa correta. A interpretação do crescimento pela idade corrigida sustenta que o ganho de peso é adequado, permitindo manter o aleitamento materno exclusivo e o acompanhamento pediátrico de rotina.
- Então, para revisar rapidamente, em uma criança prematura, com um bom ganho de peso, pense sempre em avaliar pela idade corrigida antes de qualquer intervenção.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Manual de seguimento do recém-nascido de alto risco — 2ª ediçãoSBP, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.