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Pediatrando

Criança, sexo masculino, 7 anos de idade, portadora de refluxo vesicoureteral bilateral, retornou hoje ao hospital por febre de até 38,8 °C. No exame físico inicial, o paciente está letárgico e sonolento, apresenta FC de 140 bpm, FR de 26 irpm, PA de 90×40 mmHg, SpO2 de 96% em ar ambiente, ausculta pulmonar e cardíaca normais, fígado no rebordo costal direito, perfusão com retorno rápido (< 1 segundo), pulsos amplos, escore de coma de Glasgow 14, pupilas isofotorreagentes. Temperatura atual de 37,2 °C, após uma hora do antitérmico administrado em casa. O paciente recebeu alta há dois dias do hospital, onde esteve internado em leito de terapia intensiva pediátrico devido a quadro de infecção do trato urinário grave por Escherichia coli sensível aos antibióticos testados. Durante internação, ficou com sonda vesical de demora e cateter venoso central, retirado no dia da alta, sem sinais flogísticos no exame físico de hoje. Considerando os dados apresentados, a conduta indicada nesse momento é

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Resposta: A

  1. A) iniciar expansão volêmica com cristaloide e antibiótico de espectro estendido para infecção nosocomial.

    Suspeita de choque exige suporte e antibiótico rápido, considerando exposições e resistência hospitalar.

  2. B) iniciar fluidoterapia em velocidade de manutenção e cefalosporina de terceira geração.

    Manutenção isolada pode ser insuficiente no choque; cobertura depende do risco epidemiológico.

  3. C) aguardar lactato, coagulograma, D-dímero e fibrinogênio para definir necessidade de antibiótico.

    Exames não devem atrasar antibiótico quando há suspeita de choque séptico.

  4. D) aguardar coleta e resultados de sedimento urinário para definir necessidade de antibiótico.

    Esperar sedimento urinário pode atrasar tratamento de infecção grave de outro foco.

Resumo para lembrar

Febre, alteração mental e perfusão anormal após internação exigem resposta rápida à suspeita de sepse. Antibiótico empírico deve considerar exposições hospitalares, culturas anteriores e resistência local.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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