Lactente de 3 meses, no 4º dia de sintomas respiratórios altos, evolui com taquipneia, tiragens subcostais e sibilância difusa; saturação em ar ambiente 90%. Sem comorbidades conhecidas. Indique a conduta imediata mais apropriada na admissão:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos um lactente de três meses de idade, o que já nos alerta para a gravidade de infecções respiratórias nessa faixa etária.
- Ele está no quarto dia de sintomas respiratórios altos, o que é um período comum para o pico da doença viral, como a bronquiolite.
- Os sinais de taquipneia, tiragens subcostais e sibilância difusa indicam que ele está com desconforto respiratório significativo.
- A saturação de oxigênio em ar ambiente de noventa por cento é um dado crucial, pois indica hipoxemia e a necessidade de intervenção imediata.
- A informação de que ele não possui comorbidades conhecidas sugere que a apresentação é primariamente devido à infecção respiratória aguda.
- Juntando todos esses dados, um lactente de três meses com desconforto respiratório e hipoxemia, mesmo sem comorbidades, nos leva a pensar em um quadro de bronquiolite que requer suporte hospitalar.
- A hipoxemia, ou seja, a saturação de oxigênio de noventa por cento, é o principal fator que exige uma conduta imediata para garantir a oxigenação adequada do bebê.
- A alternativa A propõe solicitar radiografia de tórax e indicar alta após o resultado. Isso está incorreto porque a radiografia não é a prioridade diante do desconforto respiratório e da hipoxemia, e a alta não seria apropriada nesse cenário.
- A alternativa B sugere prescrever broncodilatador inalatório de rotina e liberar para o domicílio. Essa conduta está incorreta, pois os broncodilatadores não são recomendados de rotina para bronquiolite e a liberação para casa não é segura com a hipoxemia presente.
- A alternativa C propõe solicitar pe-cê-erre viral e manter observação domiciliar por vinte e quatro horas. Essa opção é incorreta porque o resultado viral não substitui a avaliação da oxigenação e a necessidade de suporte hospitalar imediato para a hipoxemia.
- A alternativa E sugere iniciar antibiótico empírico por via oral e reavaliar em quarenta e oito horas. Essa conduta está incorreta, pois a bronquiolite é geralmente viral e antibióticos não são indicados sem evidência de infecção bacteriana associada.
- A alternativa D, que indica iniciar oxigenoterapia e internação por hipoxemia, é a conduta mais apropriada. A hipoxemia persistente e o desconforto respiratório justificam o suporte de oxigênio e a avaliação hospitalar contínua.
- Uma criança de três meses, com desconforto respiratório e saturação de oxigênio de noventa por cento, pense sempre em bronquiolite grave e necessidade de suporte de oxigênio e internação.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Bronquiolite agudaSBP, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.