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Pediatrando

Lactente de 5 meses, sexo feminino, apresenta quadro de febre (38,8 °C) e irritabilidade há 48 horas, sem outros sintomas. O exame físico mostra lactente em estado geral regular, corado, hidratado, choroso, febril. Frequência cardíaca: 140 bpm, Frequência respiratória: 40 irpm, Pressão arterial: 90/50 mmHg e tempo de enchimento capilar 2 seg. Restante do exame físico normal. Foi realizada coleta de urina por cateterismo vesical, o EAS revelou leucocitúria importante e nitrito positivo. A ultrassonografia de rins e vias urinárias realizada na urgência demonstrou leve hidronefrose à esquerda, sem outras alterações. Qual é a conduta mais adequada para o seguimento deste paciente?

Símbolo de grau perdido na transcrição da prova. Maiúscula indevida e vírgula ausente no enunciado original. Acento ausente em cardíaca. Erro de digitação no nome do exame.

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Resposta: C

  1. A) Realizar urografia excretora para avaliar a gravidade da hidronefrose e descartar duplicidade ureteral completa.

    Urografia excretora está abandonada na investigação da ITU pediátrica: usa contraste iodado e radiação e não mostra refluxo vesicoureteral. A hidronefrose já foi caracterizada pela ultrassonografia; a dúvida que resta é se há refluxo, e isso só a uretrocistografia miccional responde.

  2. B) Iniciar profilaxia com nitrofurantoína e manter até a realização de cintilografia com DMSA em 6 meses.

    Pela SBP (2023), a profilaxia até o fim da investigação é admitida na criança com ultrassonografia alterada, mas o erro é adiar tudo para a cintilografia com DMSA em 6 meses: o DMSA tardio mostra cicatriz renal, não refluxo. Sem a uretrocistografia, não se sabe se há refluxo de alto grau nem por quanto tempo manter a profilaxia.

  3. C) Solicitar uretrocistografia miccional após o término do tratamento para investigar malformações urinárias.

    Primeira ITU febril em lactente com ultrassonografia alterada (hidronefrose à esquerda) indica uretrocistografia miccional para pesquisar refluxo vesicoureteral, feita após o tratamento, com urina estéril. Até o exame, a SBP (2023) recomenda profilaxia antimicrobiana nas crianças com alteração na ultrassonografia.

  4. D) Seguimento ambulatorial sem exames adicionais, já que primeiro episódio de infecção urinária febril da paciente.

    Seguir sem exames só vale para a primeira ITU febril com ultrassonografia normal e boa resposta ao tratamento. Aqui a ultrassonografia mostrou hidronefrose, achado que aumenta a chance de refluxo vesicoureteral de alto grau ou uropatia obstrutiva e obriga a continuar a investigação.

Resumo para lembrar

Na primeira ITU febril do lactente, a ultrassonografia de rins e vias urinárias orienta a investigação: se mostra hidronefrose, dilatação ureteral ou outra anomalia, indica-se uretrocistografia miccional para pesquisar refluxo vesicoureteral, feita após o tratamento, com urina estéril. Pela SBP (2023), essas crianças recebem profilaxia até o fim da investigação.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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