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Pediatrando

Lactente de 5 meses, sexo masculino, internado por bronquiolite viral grave, encontra-se em ventilação não invasiva há 48 horas. Evolui com redução da ingesta oral e perda ponderal de 6% em relação ao peso habitual. Eliminações: preservadas. Exame físico: estado geral regular, corado. Peso: 5,8 kg (Z-score peso/idade -1,8). Frequência Cardíaca: 148 bpm, frequência respiratória: 56 irpm, saturação de O2: 94%. Aparelho respiratório: murmúrio vesicular presente bilateralmente, com sibilos e estertores difusos. Sem outras alterações. Qual é a conduta nutricional mais adequada?

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Resposta: C

  1. A) Manter jejum até retirada do suporte ventilatório para reduzir risco de aspiração.

    Jejum até retirar o suporte ventilatório prolonga a privação calórica num lactente que já perdeu 6% do peso e tem escore Z de -1,8, piorando a força da musculatura respiratória. A ventilação não invasiva não contraindica a dieta por sonda; com sonda gástrica e infusão lenta, o risco de aspiração é menor que pela via oral.

  2. B) Introduzir nutrição parenteral total devido à gravidade do quadro respiratório.

    Nutrição parenteral total não é a primeira opção quando o tubo digestivo funciona: tem mais infecção de cateter e complicações metabólicas. Na bronquiolite, fica para intolerância à dieta enteral ou impossibilidade de usar a via digestiva.

  3. C) Iniciar nutrição enteral por sonda, com progressão gradual do volume.

    Lactente em ventilação não invasiva há 48 horas, com ingestão oral reduzida, perda de 6% do peso e tubo digestivo funcionante, deve receber nutrição enteral por sonda gástrica, com volume inicial baixo, infusão lenta ou fracionada e progressão conforme tolerância. A SBP recomenda nutrição enteral precoce na UTI, em 24 a 36 horas, e sonda para quem está em ventilação não invasiva.

  4. D) Ofertar apenas hidratação venosa até melhora do quadro respiratório.

    Hidratação venosa isolada mantém a volemia, mas não oferece calorias nem proteínas; pode servir de ponte nas primeiras horas de desconforto grave, não como conduta até a melhora. Após 48 horas de ingestão insuficiente e perda ponderal, adiar a nutrição agrava o déficit.

Resumo para lembrar

Na bronquiolite grave com ingestão oral insuficiente, a nutrição enteral por sonda gástrica é preferível ao jejum prolongado e à hidratação venosa isolada, inclusive em ventilação não invasiva. Começa cedo (24 a 48 horas) com volume pequeno e progride conforme tolerância; a parenteral fica para quando a via digestiva não pode ser usada.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

Comentário atualizado em

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