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Pediatrando

Menino de 2 meses vem para consulta de puericultura. Os pais o notam mais cansado, parece que faz força para respirar. Negam febre, coriza e tosse. Ao exame físico, chama a sua atenção a frequência respiratória de 58 irpm, com retração subcostal e intercostal leves, além de sopro cardíaco de 2+/6 em foco tricúspide, com irradiação para bordo costal direito baixo. O ganho ponderal neste último mês foi de cerca de 300 gramas, em aleitamento materno exclusivo em livre demanda. Você suspeita de uma cardiopatia congênita, o encaminha para ecocardiograma e consulta com especialista; além disso, preocupado com o ganho ponderal da criança, você opta por realizar um aumento na oferta calórica. Qual das alternativas é a melhor recomendação?

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Resposta: A

  1. A) Complementar com fórmula infantil 1:25.

    Manter o aleitamento e complementar com fórmula preparada a 1 medida para 25 mL eleva a densidade de cerca de 0,67 para 0,8 kcal/mL, oferecendo mais energia sem aumentar o volume, que o lactente com sobrecarga cardíaca tolera mal. É a opção que aumenta a oferta calórica preservando o leite materno.

  2. B) Aleitamento materno de 3 em 3 horas.

    Espaçar as mamadas para cada 3 horas reduz a oferta total; o lactente cardiopata cansa ao mamar e se beneficia de mamadas frequentes e menores. A livre demanda deve ser mantida.

  3. C) Substituir aleitamento por fórmula infantil 1:30.

    Suspender o leite materno tira seus benefícios imunológicos e nutricionais, e a fórmula na diluição padrão (1 medida para 30 mL) tem densidade calórica semelhante à do leite humano, cerca de 0,67 kcal/mL; não resolveria o déficit.

  4. D) Ordenha do leite materno e oferecer por copinho.

    Ordenhar e oferecer no copinho reduz o esforço da sucção, mas não aumenta a densidade calórica do leite; o volume continua sendo o fator limitante. Seria útil se o leite ordenhado fosse enriquecido, o que a alternativa não prevê.

Resumo para lembrar

Lactente com cardiopatia e sinais de insuficiência cardíaca gasta mais energia e tolera pouco volume; ganhar 300 g no mês (cerca de 10 g/dia) é insuficiente. A estratégia é aumentar a densidade calórica sem aumentar o volume: manter o leite materno e complementar com fórmula mais concentrada (1 medida para 25 mL, cerca de 0,8 kcal/mL) ou hipercalórica.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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