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Pediatrando

Lactente de 6 meses internado na enfermaria pediátrica de um Hospital, com quadro de bronquiolite viral aguda para monitorização do padrão respiratório. A equipe da enfermagem nota que o paciente se encontra pouco responsivo e aciona o Time de Resposta Rápida (TRR). A equipe médica chega ao leito e encontra o bebê extremamente pálido, pouco responsivo com os seguintes sinais vitais FC: 48 bpm FR: 22 ipm SATO₂:75% em ar ambiente, perfusão lentificada e extremidades frias com pulsos periféricos fracos. O carrinho de parada já está ao lado do paciente com todos os materiais necessários para os cuidados imediatos. Qual a conduta para este caso?

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Resposta: B

  1. A) Por se tratar de uma doença viral aguda autolimitada de obstrução das vias aéreas inferiores, iniciar oxigênio em alto fluxo e expansão volêmica.

    Com FC de 48 bpm, FR de 22 ipm e SpO2 de 75%, o lactente está em insuficiência respiratória com bradicardia pré-parada; cateter de alto fluxo não garante ventilação, e volume não corrige a causa, que é a hipóxia. É preciso ventilar com pressão positiva.

  2. B) Iniciar ventilação com pressão positiva conectada à fonte de oxigênio e reavaliar a FC e sinais de repercussão. Iniciar compressões e ventilações se não houver melhora.

    Na bradicardia com comprometimento cardiopulmonar, o PALS começa por via aérea e ventilação com pressão positiva e O2. Como a causa é hipóxica, a FC costuma subir em poucos ciclos; se ficar <60 bpm com má perfusão apesar da ventilação adequada, iniciam-se compressões e adrenalina.

  3. C) Estimular, aquecer e realizar atropina na dose 0,02mg/kg por via endovenosa ou intraóssea. Iniciar a ventilação com pressão positiva.

    Estimular e aquecer são passos da reanimação neonatal, não do lactente. A atropina (0,02 mg/kg) é reservada à bradicardia por tônus vagal aumentado ou bloqueio AV primário; na bradicardia hipóxica, ela não substitui nem deve atrasar a ventilação.

  4. D) Iniciar compressões alternando com ventilações e administrar bolus de epinefrina por via endovenosa ou intraóssea.

    Iniciar compressões e adrenalina sem antes ventilar ignora a causa hipóxica da bradicardia. A RCP é indicada se a FC permanecer <60 bpm com má perfusão apesar de oxigenação e ventilação efetivas, e a adrenalina vem depois disso.

Resumo para lembrar

Bradicardia com FC <60 bpm e má perfusão em lactente com doença respiratória é quase sempre hipóxica e anuncia parada. Pelo PALS, abre-se a via aérea e ventila-se com bolsa-valva-máscara e O2; se a FC continua <60 bpm com má perfusão apesar de oxigenação e ventilação adequadas, iniciam-se compressões e adrenalina 0,01 mg/kg a cada 3 a 5 minutos.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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