Mãe adolescente de 16 anos de idade, com recém-nascido de 14 dias, vem à primeira consulta de puericultura. Não realizou nenhuma vacina durante a gravidez. Considerando o Programa Nacional de Imunizações, assinale a alternativa correta quanto à vacinação da mãe.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o enunciado para identificar os dados mais importantes. Primeiro, temos uma mãe adolescente de 16 anos.
- Ela tem um recém-nascido de 14 dias. A idade do bebê é super importante, pois indica a vulnerabilidade dele.
- A mãe vem à primeira consulta de puericultura, o que é um momento chave para avaliar a saúde dela e do bebê.
- E o dado mais crítico: ela não realizou nenhuma vacina durante a gravidez. Isso acende um alerta vermelho para a necessidade de recuperação vacinal.
- Agora, vamos conectar esses pontos. A mãe não ter se vacinado na gestação (passo 3) e o bebê ser um recém-nascido tão jovem (passo 2) nos mostra que o bebê está desprotegido de doenças que poderiam ter sido prevenidas por anticorpos maternos.
- A coqueluche é uma das doenças mais graves para recém-nascidos, e a vacina dTpa na gestação é a principal forma de proteger o bebê por meio da transferência de anticorpos. Como ela não tomou, precisamos agir agora para minimizar esse risco.
- O puerpério, como estamos na primeira consulta (passo 3 do caso), é o período ideal para atualizar o calendário vacinal da mãe, especialmente com as vacinas que não foram feitas na gestação e que ainda podem oferecer alguma proteção ao bebê, mesmo que indireta.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B sugere a vacina quádrupla viral para dengue, a Qdenga.
- Essa é uma vacina de vírus vivo atenuado e não é indicada durante a amamentação, o que é o caso da nossa paciente. Portanto, está incorreta.
- A alternativa A fala da Tríplice Viral, ou SCR.
- Embora a SCR possa ser indicada no puerpério se a mãe for suscetível, ela não é a prioridade principal para proteger o recém-nascido nesse contexto de vacinação gestacional ausente. Por isso, não é a alternativa mais correta.
- A alternativa C propõe a vacina Anti-hepatite A.
- Essa vacina não é a medida específica que estamos buscando para prevenir a coqueluche neonatal, que é a grande preocupação quando a mãe não foi vacinada na gestação. Então, também está incorreta.
- Finalmente, a alternativa D sugere a vacina Difteria, tétano e coqueluche acelular, a dTpa.
- Essa é a vacinação de recuperação mais importante nesse cenário. Como a mãe não tomou durante a gravidez, aplicá-la no puerpério é crucial para que ela produza anticorpos e os transfira para o bebê através do leite materno, protegendo-o contra a coqueluche, que é uma doença muito perigosa para recém-nascidos. Por isso, essa é a alternativa correta.
- Para resumir, em uma mãe que não foi vacinada durante a gestação e tem um recém-nascido, pense sempre em recuperar a vacina dTpa no puerpério para proteger o bebê da coqueluche.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Calendário de vacinação da SBPSBP, 2026–2027 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.