Menina de 6 anos é trazida pela mãe ao ambulatório com rinorreia purulenta há 21 dias. Há 15 dias foi avaliada e prescrito soro nasal e amoxicilina. Terminou o tratamento e o quadro persiste. Ao exame físico está em bom estado geral, sem febre com presença de rinorreia purulenta e fétida na fossa nasal direita. Diagnóstico e conduta são:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso: temos uma menina de seis anos.
- Ela é trazida pela mãe com um quadro de rinorreia purulenta que já dura 21 dias.
- É importante notar que há 15 dias ela já foi avaliada e recebeu tratamento com soro nasal e amoxicilina.
- Mesmo após terminar o tratamento, o quadro persiste, o que nos alerta para a falha da terapêutica inicial.
- Ao exame físico, a criança está em bom estado geral e sem febre, o que afasta um quadro infeccioso sistêmico grave.
- O achado mais crucial é a presença de rinorreia purulenta e fétida, e o detalhe importante é que é na fossa nasal direita, ou seja, unilateral.
- A persistência de uma rinorreia unilateral e fétida, que não melhorou com um ciclo de antibiótico, é um sinal clássico e muito sugestivo de corpo estranho nasal.
- Diante dessa forte suspeita de corpo estranho, a conduta mais apropriada e prioritária é a remoção do objeto.
- Vamos analisar as alternativas. A alternativa A sugere internar para iniciar antibiótico antes da remoção.
- No entanto, o comentário nos lembra que o antibiótico prévio não deve atrasar a remoção, especialmente quando ela é viável e segura. O tratamento definitivo é a retirada do corpo estranho, não o uso de antibióticos antes.
- A alternativa B propõe tratar como rinossinusite e introduzir amoxicilina com clavulanato.
- Mas a rinorreia unilateral fétida persistente, que já não melhorou com amoxicilina simples, sugere fortemente um corpo estranho, e não apenas uma rinossinusite bacteriana que precisa de um antibiótico mais potente.
- A alternativa C sugere solicitar uma tomografia computadorizada dos seios da face.
- Embora a tomografia possa ser útil em alguns casos, ela não é a primeira medida diante de uma suspeita de corpo estranho nasal que pode ser acessível e removido no consultório ou pronto-socorro. A prioridade é a remoção do objeto.
- Por fim, a alternativa D, que é a correta, indica a remoção do corpo estranho da fossa nasal.
- A remoção por uma técnica apropriada é o tratamento definitivo e resolve a causa do problema. O comentário ainda reforça que, em casos de pilha ou ímã, a urgência é ainda maior devido ao risco de lesões graves.
- Para revisar rapidamente: em uma criança com rinorreia unilateral e fétida, que não melhora com antibiótico, pense sempre em corpo estranho nasal.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Foreign bodies inhaledRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.