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Pediatrando

Menino, 8 anos encaminhado ao consultório por baixa estatura. Família refere que criança sempre foi pequena, sendo atribuído à genética familiar. Pai 160cm e mãe 153cm. Nasceu de parto normal, 39 semanas, mas não lembra peso e comprimento de nascimento. DNPM adequado. Ao exame físico: BEG, eupneico, corado. Altura 112cm (<percentil 3) peso 22kg (percentil 25) Relação SS (segmento superior) / SI (segmento inferior) = 1,8. Envergadura 107cm. Tanner G1P1. Lordose lombar, não percebido outros sinais fenotípicos. Refere que já passou com especialista em crescimento que solicitou vários exames (TSH, IGF-1, Hemograma, cariótipo, IGFBP3, cortisol) e todos estavam normais. Qual conduta você solicitaria de imediato?

Palavras repetidas na alternativa original.

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Resposta: A

  1. A) RX crânio, ossos longos, RX tórax e idade óssea.

    SS/SI de 1,8 aos 8 anos (esperado próximo de 1,0) e envergadura de 107 cm para estatura de 112 cm mostram membros curtos, reforçados pela lordose lombar; pais baixos combinam com displasia dominante, como a hipocondroplasia. O inventário esquelético (crânio, coluna, bacia, ossos longos, mãos e tórax) com idade óssea orienta o diagnóstico.

  2. B) Retorno em 6 meses para avaliar velocidade de crescimento.

    Aguardar 6 meses faria sentido na baixa estatura familiar ou constitucional, que é proporcionada. A desproporção corporal já é sinal de doença orgânica e justifica investigação imediata.

  3. C) Novo cariótipo com ampliação do número de células avaliadas.

    Repetir o cariótipo com mais células busca mosaicismo de Turner, hipótese para meninas com baixa estatura; num menino com cariótipo normal e desproporção de segmentos não há indicação.

  4. D) Teste de estímulo GH após atividade física - tempo 0, 30, 60 e 90 minutos.

    IGF-1 e IGFBP-3 normais tornam improvável a deficiência de GH, que causa baixa estatura proporcionada e com idade óssea atrasada. Teste de estímulo pós-exercício não é o próximo passo e não explica membros curtos.

Resumo para lembrar

Baixa estatura desproporcionada, com relação segmento superior/inferior aumentada para a idade (cerca de 1,0 aos 8 anos) e envergadura menor que a estatura, aponta displasia esquelética, como hipocondroplasia ou acondroplasia. Com os exames endócrinos normais, o passo seguinte é o inventário radiológico do esqueleto com idade óssea.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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