Menino de 2 anos é levado ao pronto-socorro com história de diarreia aquosa há 2 dias (6 episódios/dia), febre baixa e 2 episódios de vômitos. A mãe refere que a criança apresenta menor aceitação alimentar, mas continua mamando. Ao exame físico: bom estado geral, ativo, olhos levemente fundos, boca seca, pulso normal, tempo de enchimento capital < (menor) que 2 segundos, diurese preservada. Qual a conduta mais adequada neste caso?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. O enunciado nos apresenta um menino de dois anos, e a idade é sempre um dado crucial em pediatria, pois influencia o desenvolvimento e a abordagem de doenças.
- Ele chega ao pronto-socorro com uma história de diarreia aquosa há dois dias, com seis episódios por dia. Isso nos indica um quadro de gastroenterite aguda, e a frequência nos dá uma ideia das perdas.
- Além disso, ele teve febre baixa e dois episódios de vômitos, que são sintomas comuns associados à gastroenterite e que contribuem para a desidratação.
- A mãe refere que a criança tem menor aceitação alimentar, mas o importante é que ela continua mamando. Isso nos mostra que a via oral está preservada, o que é um ponto positivo para o tratamento.
- Ao exame físico, temos dados muito importantes: bom estado geral e ativo. Isso já nos tranquiliza, indicando que a criança não está em choque ou com um quadro grave de desidratação.
- Porém, ele apresenta olhos levemente fundos e boca seca, que são sinais clássicos de desidratação, provavelmente de grau leve a moderado.
- Para complementar, o pulso é normal, o tempo de enchimento capilar é menor que dois segundos e a diurese está preservada. A ausência de alterações nesses parâmetros é crucial, pois afasta a desidratação grave e o choque hipovolêmico.
- Juntando os achados de olhos levemente fundos e boca seca com a ausência de sinais de gravidade, como pulso alterado ou enchimento capilar prolongado, podemos classificar a desidratação como leve a moderada.
- O fato de a criança estar ativa e, mesmo com menor aceitação, continuar mamando, indica que ela tolera a via oral, o que é fundamental para a escolha da conduta.
- Com um quadro de desidratação leve a moderada e a criança tolerando a via oral, a reidratação oral é a primeira e mais adequada escolha, conforme as diretrizes.
- Agora, vamos analisar as alternativas. A alternativa A sugere hidratação venosa imediata, mas o comentário nos lembra que a desidratação sem choque pode e deve ser tratada por via oral supervisionada, que é mais segura e menos invasiva.
- A alternativa B propõe indicar exames laboratoriais para diferenciar a etiologia da diarreia. No entanto, para uma diarreia simples, como a do caso, exames não são necessários para distinguir vírus ou bactéria, pois a conduta inicial de reidratação é a mesma.
- A alternativa D sugere suspender a alimentação sólida até cessarem os episódios diarreicos. Isso é incorreto, pois o jejum prolonga o prejuízo nutricional e não é uma medida terapêutica para a gastroenterite, devendo-se manter a alimentação habitual.
- Por fim, a alternativa C, que é a correta, indica a reidratação oral com solução de sais de reidratação e a manutenção da alimentação habitual. Isso está perfeitamente alinhado com o quadro clínico da criança, que apresenta desidratação leve a moderada e tolera a via oral, sendo a conduta central para a gastroenterite não grave.
- Para revisar rapidamente, em uma criança de dois anos, com diarreia e desidratação leve a moderada, mas sem sinais de choque e tolerando a via oral, pense sempre em reidratação oral e manutenção da alimentação.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diarreia aguda infecciosaSBP, 2023 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.