- A) fazer hidratação oral com 75 mL/kg (sais de reidratação) em 4 horas; não medicar; observação no local;
Inquietação, choro sem lágrimas e língua seca somam sinais suficientes para o plano B: SRO 75 mL/kg em 4 horas sob observação, reavaliando ao fim; antieméticos e antidiarreicos não fazem parte da conduta imediata.
- B) iniciar hidratação venosa com 10 mL/kg em 30 minutos; prescrever ondansetrona; transferir para unidade hospitalar;
Expansão venosa é o plano C, reservado à desidratação grave (letargia, incapacidade de beber, pulso fraco, enchimento capilar lento) ou à falha da reidratação oral; esta criança está alerta e consegue beber.
- C) orientar quando à ingestão de líquidos; não usar medicamentos; dar alta com orientações sobre o retorno;
Orientar líquidos e liberar para casa é o plano A, para quem não tem sinais de desidratação; aqui já há sinais e a criança precisa ser reidratada sob observação.
- D) prescrever hidratação venosa com 70 mL/kg em 2,5 horas; usar antieméticos; manter naquela unidade de saúde;
Soro venoso 70 mL/kg em 2 horas e meia é a segunda etapa do plano C para maiores de 1 ano (após 30 mL/kg em 30 minutos), inadequado a uma criança sem desidratação grave e que aceita líquidos.
- E) indicar hidratação oral com 20 mL/kg (sais de reidratação), usar ondansetrona; retornar para casa com orientação.
Volume de 20 mL/kg é insuficiente para repor o déficit e mandar para casa sem reavaliação contraria o plano B; ondansetrona 0,15 mg/kg em dose única é opcional para vômitos persistentes, não substitui a reidratação supervisionada.
Resumo para lembrar
Dois ou mais sinais como inquietação, ausência de lágrimas, mucosas secas e sede definem desidratação sem gravidade (plano B): SRO 50 a 100 mL/kg, em média 75 mL/kg, em 4 horas na unidade, com reavaliação; plano C (venoso) só na desidratação grave ou na falha oral. Zinco por 10 a 14 dias complementa.