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Pediatrando

Menino, três meses de vida, chega à emergência pediátrica com história de coriza, tosse, espirros e obstrução nasal há três dias, e febre baixa no primeiro dia do quadro. No momento, a genitora refere que o menino está "cansado" e, por isso, o levou ao pronto-socorro. A mãe afirma que o bebê tem crises de tosse, que duram cerca de cinco minutos e pioram à noite. Ao exame: EGR, irritado, dispneico (++/+4), afebril. Alt. MV+ em AHT, com sibilos difusos e aumento do tempo expiratório. FR = 60 ipm. Presença de tiragem intercostal moderada, ausência de batimento da asa do nariz, saturação de O2 de 90%. O plantonista ficou na dúvida se solicitaria um Raio-X de tórax, mas, pensando na epidemia local do vírus sincicial respiratório, não o fez. Diante do caso apresentado, o plantonista deve:

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Resposta: A

  1. A) Indicar oxigenoterapia e hidratação.

    Com SpO2 de 90%, FR 60 ipm e tiragem moderada, o lactente tem bronquiolite moderada a grave: oxigênio suplementar para manter SpO2 acima de 90 a 92% e hidratação (oral fracionada, sonda nasogástrica ou venosa, conforme a aceitação) são o núcleo do tratamento, com aspiração nasal e monitorização.

  2. B) Solicitar um Raio-X de tórax para definir a conduta.

    A radiografia não muda a conduta na bronquiolite típica e aumenta o uso desnecessário de antibiótico, pois atelectasias são interpretadas como pneumonia; fica reservada para piora inesperada, suspeita de complicação ou internação em UTI.

  3. C) Solicitar teste de detecção viral para confirmação diagnóstica.

    A pesquisa viral não altera o tratamento do caso individual, que é de suporte; pode ter valor epidemiológico ou para isolamento de coorte na internação, mas não é necessária para o diagnóstico, que é clínico.

  4. D) Prescrever um beta-2-agonista, para reduzir o tempo de doença.

    Beta-2-agonistas não reduzem tempo de internação nem duração da doença na bronquiolite, segundo SBP e AAP; causam taquicardia e não devem ser usados de rotina. Um teste terapêutico só se discute em lactente maior com atopia ou sibilância recorrente.

Resumo para lembrar

Bronquiolite é diagnóstico clínico: lactente com pródromo coriza, sibilos e crepitações no pico do VSR dispensa radiografia e pesquisa viral. O tratamento é suporte: oxigênio se SpO2 persistentemente abaixo de 90 a 92%, hidratação e nutrição (sonda ou venosa se FR acima de 60 ou dificuldade de mamar) e aspiração nasal. Broncodilatador e corticoide não são indicados.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

Pediatrando o tema

Bronquiolite: oxigênio e hidratação — uma pediatra ensina o tema da questão na lousa, escrevendo enquanto fala.em validação

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Baseado em: Bronquiolite aguda — Departamento de Pneumologia (Diretrizes) (SBP, 2026) · Clinical Practice Guideline: The Diagnosis, Management, and Prevention of Bronchiolitis (AAP, 2014 (reafirmada)) · Bronchiolitis in infants and children: Treatment, outcome, and prevention (UpToDate (literatura internacional), 2025–2026). Conteúdo em validação — não é comentário oficial da SBP.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

Comentário atualizado em

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