Município brasileiro enfrenta enchentes de grande proporção, com aumento expressivo de casos confirmados de leptospirose nas últimas duas semanas. No pronto atendimento, comparece um adolescente de 15 anos, assintomático, que participou de mutirão de limpeza em área alagada há dois dias, com imersão prolongada em água de enchente, sem uso de botas. Segundo as recomendações do Ministério da Saúde, qual das alternativas descreve a conduta mais adequada quanto à quimioprofilaxia?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o enunciado para entender o caso clínico. Primeiro, temos um cenário de enchentes de grande proporção, o que já nos alerta para doenças transmitidas pela água, como a leptospirose.
- E o enunciado reforça essa preocupação, dizendo que há um aumento expressivo de casos confirmados de leptospirose, o que indica um surto ou epidemia na região.
- O paciente é um adolescente de 15 anos. Essa idade é importante porque, para fins de dose de medicação, ele já é considerado um adulto.
- Ele está assintomático, o que significa que não estamos falando de tratamento para a doença, mas sim de uma medida preventiva, ou seja, quimioprofilaxia.
- A participação em mutirão de limpeza em área alagada é a forma como ele foi exposto à água contaminada.
- Essa exposição ocorreu há dois dias. Esse tempo é crucial para determinar se ainda há janela para a profilaxia.
- E a descrição da exposição é de imersão prolongada em água de enchente, sem uso de botas. Isso caracteriza uma exposição de alto risco, que é um critério para considerar a quimioprofilaxia.
- Com o cenário de enchentes e aumento de casos de leptospirose, e um adolescente de 15 anos com exposição de alto risco, assintomático, a quimioprofilaxia é a conduta mais adequada.
- A exposição ocorreu há dois dias, o que ainda está dentro da janela de tempo recomendada para iniciar a quimioprofilaxia, que pode ser feita em até cinco dias após o contato.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B sugere Amoxicilina de 500 miligramas de doze em doze horas por vinte e quatro horas.
- Essa alternativa está incorreta porque a amoxicilina não é o antibiótico indicado para quimioprofilaxia da leptospirose. Além disso, o esquema de vinte e quatro horas não se aplica nem para profilaxia nem para tratamento da forma leve.
- A alternativa C propõe não indicar quimioprofilaxia, recomendando observação por trinta dias.
- Essa conduta está incorreta porque, para uma exposição de alto risco como a do adolescente, a quimioprofilaxia é considerada. Apenas a observação é para casos de baixo risco ou exposição breve.
- A alternativa D afirma para não indicar quimioprofilaxia, já que passou mais de vinte e quatro horas do contato.
- Essa alternativa está incorreta porque não existe um corte de vinte e quatro horas para a quimioprofilaxia da leptospirose. As recomendações atuais permitem iniciar a profilaxia em até cinco dias após a exposição.
- Finalmente, a alternativa A indica Doxiciclina dose única de 200 miligramas.
- Essa é a conduta correta. Para exposição de alto risco à leptospirose, a doxiciclina em dose única de 200 miligramas é a quimioprofilaxia recomendada para adultos e adolescentes acima de doze anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde e notas técnicas recentes.
- Então, criança de quinze anos, com exposição de alto risco a água de enchente, pense sempre em quimioprofilaxia para leptospirose com doxiciclina em dose única.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Nota técnica conjunta: indicações de quimioprofilaxia na leptospiroseSBI/SGI/SES-RS, 2024 · conferida em 03/10/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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