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Pediatrando

Paciente com 10 anos de vida com história de infecção congênita com HIV com uso de antirretroviral até aos 3 anos de idade sendo que a mãe simplesmente perdeu seguimento e resolveu voltar em atendimento. Paciente evoluiu durante os 7 anos, bem, sem intercorrências de internações, porém com dificuldade de ganho adequado de peso. Na avaliação do banco de dados dos SICLOM (Sistema de Controle Logístico de Medicamentos Antirretrovirais) e do prontuário, paciente estava em uso de antirretroviral sendo 2 ITRN e 1 ITRNN (Zidovudina, Lamivudina e Nevirapina). Com relação ao esquema para ser adotado neste momento, com base no protocolo de atendimento à criança com HIV, qual a melhor conduta a ser realizada neste momento, além da coleta de PCR Carga viral e CD4:

Sigla corrigida: ITRN (inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeo), não "ITTRN".

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Resposta: B

  1. A) 1 inibidor de transcriptase reversa, 1 inibidor de integrasse em dose dobrada.

    Terapia dupla não é esquema de reintrodução pediátrica. O dolutegravir em dose dobrada (12/12 h) aparece no PCDT para quem abandonou esquema com inibidor de integrase, sempre com 2 ITRN, e não para quem usava nevirapina.

  2. B) 2 Inibidores de transcriptase reversa e 1 inibidor de protease com ritonavir.

    Esta criança usava 2 ITRN + nevirapina e ficou 7 anos sem acompanhamento: o uso irregular de ITRNN seleciona mutações de resistência. O PCDT indica reintroduzir com 2 ITRN + IP potencializado com ritonavir e repetir a carga viral em 4 a 6 semanas; indetectável, pode-se depois trocar para dolutegravir.

  3. C) 1 inibidor de transcriptase reversa, 1 inibidor de integrasse e 1 inibidor de protease com ritonavir.

    Um ITRN com inibidor de integrase e IP/r não é esquema padronizado: deixa só um ITRN de base e soma duas classes de terceiro fármaco sem indicação. Combinações assim ficam para resgate guiado por genotipagem.

  4. D) 2 inibidores de transcriptase reversa e 1 inibidor de transcriptase reversa não nucleosídeo.

    Repetir 2 ITRN + ITRNN após abandono arrisca monoterapia funcional, porque a resistência à nevirapina, de baixa barreira genética, costuma estar presente e é cruzada com o efavirenz. O PCDT contraindica reiniciar essa classe.

Resumo para lembrar

Pelo PCDT de HIV em crianças e adolescentes (MS, 2024), quem abandonou esquema com ITRNN (nevirapina, efavirenz) não deve reiniciar essa classe, de baixa barreira genética e meia-vida longa, pela provável resistência. Reintroduz-se 2 ITRN + IP/r (lopinavir, darunavir ou atazanavir com ritonavir), com carga viral em 4 a 6 semanas e genotipagem se seguir acima de 500 cópias/mL.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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