Paciente de dois anos dá entrada no pronto socorro agitado, com quadro de tosse rouca, estridor acentuado em repouso, dispnéía, entrada de ar reduzida e retração na fúrcula esternal moderada. Mãe refere história de febre há três dias. Em relação ao caso, assinale a alternativa CORRETA:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Primeiro, a idade do paciente é de dois anos, o que é um dado importante, pois a crupe viral é mais comum nessa faixa etária, geralmente entre os seis meses e os três anos de idade.
- Em seguida, o enunciado descreve que o paciente está agitado, o que já nos alerta para um possível desconforto respiratório significativo, e que pode agravar o quadro.
- Os sintomas incluem tosse rouca, que é a tosse metálica característica da crupe, e estridor acentuado em repouso, que indica uma obstrução importante das vias aéreas superiores, não apenas durante a atividade.
- Ainda sobre os sinais respiratórios, temos dispneia, entrada de ar reduzida e retração na fúrcula esternal moderada. Esses achados confirmam o comprometimento respiratório e sugerem um quadro de crupe moderado a grave, que precisa de atenção imediata.
- Por fim, a mãe refere história de febre há três dias, o que é compatível com uma etiologia viral, a causa mais comum da crupe.
- Com todos esses dados, o diagnóstico mais provável é de crupe viral, ou laringotraqueobronquite viral. Os sinais de estridor em repouso, entrada de ar reduzida e retração moderada indicam um quadro que não é leve e requer intervenção.
- Agora, vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B afirma que a radiografia cervical é fundamental para o diagnóstico. No entanto, o diagnóstico de crupe típico é clínico, baseado nos sintomas que vimos. A radiografia não é obrigatória e geralmente só é solicitada em casos atípicos ou quando há suspeita de corpo estranho ou outra condição.
- A alternativa C sugere que deve-se observar boa resposta terapêutica ao tratamento com corticosteroides nos casos de crupe de etiologia viral e bacteriana. Isso está incorreto porque a traqueíte bacteriana, que é uma condição diferente e mais grave, pode não responder bem ao tratamento padrão da crupe viral e exige uma abordagem específica, muitas vezes com antibióticos e intubação.
- A alternativa D diz que se trata de um caso de crupe cujo tratamento deve ser realizado ambulatorialmente com dexametasona oral. Com estridor em repouso e entrada de ar reduzida, este não é um caso leve que possa ser tratado ambulatorialmente. O paciente precisa de avaliação e tratamento supervisionados em ambiente hospitalar, com observação da resposta à medicação.
- Finalmente, a alternativa A afirma que a agitação e o choro podem piorar o quadro de obstrução na crupe viral. Essa é a alternativa correta. A agitação e o choro aumentam o esforço respiratório, a demanda de oxigênio e a inflamação da via aérea, o que pode agravar a obstrução e o desconforto do paciente. Por isso, é fundamental manter a criança calma e em um ambiente tranquilo.
- Para revisar rapidamente, em uma criança com tosse rouca e estridor em repouso, pense sempre em crupe viral moderada a grave e lembre-se que a agitação só piora o quadro.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Acute upper airway obstructionRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.