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Pediatrando

Paciente do sexo feminino. 12 anos, foi levado ao serviço de emergência, com história de perda visual progressiva iniciada seis semanas antes. Pais referiam piora no período noturno e observavam episódios da criança olhar para a parede e não para tela enquanto usava o computador. Negou dor ou hiperemia ocular. Antecedente de anoxia neonatal, autismo e seletividade alimentar. Exame clínico geral normal, exceto para estrias horizontais nas unhas dos pés e hematomas espalhados nos membros. Exame neurológico sem alterações. Exame oftalmológico mostrou acuidade visual limitada a movimentos da mão, fundo de olho com palidez de papila bilateral, pupilas isocóricas e fotorreagentes, motricidade ocular normal. Ressonância magnética cerebral e órbita descartou massa expansiva intracraniana e mostrou apenas discreta hiperintensidade de sinal no segmento intraorbital do nervo óptico bilateralmente. Diante dos dados clínicos apresentados, qual o diagnóstico mais provável?

Faltava a palavra dados na frase do enunciado.

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Resposta: A

  1. A) Neuropatia óptica nutricional devido a deficiência de vitamina A, cobre e zinco.

    Seletividade alimentar do autismo, cegueira noturna (vitamina A), linhas transversais nas unhas e equimoses apontam para carência múltipla. Perda visual bilateral, simétrica e indolor com palidez de papila e RM apenas com discreto hipersinal dos nervos ópticos é o padrão da neuropatia óptica nutricional, tratada com reposição dos micronutrientes.

  2. B) Neuropatia óptica desmielinizante.

    A neurite óptica desmielinizante costuma ser aguda, dolorosa à movimentação ocular e muitas vezes unilateral, com realce do nervo óptico na RM; a evolução de seis semanas, simétrica, indolor e com nictalopia não se encaixa.

  3. C) Neuropatia óptica infecciosa.

    A neuropatia óptica infecciosa (sífilis, toxoplasmose, bartonelose, tuberculose) costuma trazer febre, uveíte, retinite ou edema de papila e sinais sistêmicos, e não cegueira noturna em criança com dieta restrita.

  4. D) Nenhuma das alternativas.

    Há uma alternativa que explica todo o quadro: dieta seletiva, cegueira noturna, alterações ungueais e hematomas com neuropatia óptica bilateral e indolor definem a causa nutricional.

Resumo para lembrar

Criança com autismo e seletividade alimentar grave pode acumular deficiências de vários micronutrientes. Cegueira noturna indica falta de vitamina A; perda visual bilateral, progressiva e indolor, com palidez de papila e RM sem lesão compressiva, sugere neuropatia óptica nutricional, associada também a carência de cobre, zinco e B12. A reposição precoce pode recuperar parte da visão.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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