Paciente lactente de 6 meses de idade é levado ao serviço de urgência com palidez, irritabilidade e febre baixa. Ao exame físico, apresenta discreta hepatoesplenomegalia. O hemograma revela Hb: 6,8 g/dL; Ht: 21%; VCM: 75 fL; Leucócitos: 25.000/mm³; Neutrófilos absolutos: 15.000/mm3; e Plaquetas: 400.000/mm³. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que contém a suspeita diagnóstica CORRETA.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico, que é de um paciente lactente de seis meses de idade.
- Ele foi levado ao serviço de urgência com palidez, irritabilidade e febre baixa, que são sintomas bem inespecíficos, mas que juntos já nos acendem um alerta.
- Ao exame físico, encontramos uma discreta hepatoesplenomegalia, que é um achado importante e que direciona bastante nossa investigação.
- O hemograma revela uma hemoglobina de 6,8 gramas por decilitro, o que configura uma anemia grave.
- O VCM, ou volume corpuscular médio, é de 75 fentolitros, que para um lactente de seis meses está dentro da normalidade para a idade.
- Temos também uma leucocitose, com leucócitos em 25.000 por milímetro cúbico.
- Os neutrófilos absolutos estão em 15.000 por milímetro cúbico, indicando uma neutrofilia.
- E as plaquetas estão em 400.000 por milímetro cúbico, que é um valor normal ou até discretamente elevado.
- Juntando os dados do caso, temos um lactente com sintomas gerais, como palidez e febre, associados a uma hepatoesplenomegalia.
- O hemograma mostra uma anemia grave, leucocitose com neutrofilia e plaquetas normais, o que é um padrão que nos preocupa bastante.
- A combinação desses achados sistêmicos e hematológicos nos leva a pensar em uma condição mais grave, que exige investigação urgente.
- Analisando a alternativa A, que sugere anemia falciforme, ela está incorreta.
- Para diagnosticar doença falciforme, precisaríamos de evidência de hemoglobinopatia, e o quadro isolado que temos aqui não é suficiente para essa presunção.
- A alternativa B, mononucleose infecciosa, também está incorreta.
- Embora o vírus Epstein-Barr possa ser um diferencial para adenopatia e organomegalia, os sinais de alarme presentes neste caso, como a anemia grave e a leucocitose, nos obrigam a excluir uma neoplasia antes de pensar em mononucleose.
- A alternativa D, anemia hemolítica hereditária, também não é a correta.
- Uma hemólise hereditária exige marcadores próprios para seu diagnóstico e não explica automaticamente todo o conjunto de achados que temos neste paciente, como a leucocitose e a hepatoesplenomegalia tão proeminente.
- Portanto, a alternativa C, doença onco-hematológica, é a suspeita diagnóstica correta.
- Os achados sistêmicos, como a febre e a palidez, juntamente com a hepatoesplenomegalia e as alterações no hemograma, como anemia grave e leucocitose, justificam plenamente uma investigação onco-hematológica urgente.
- Então, criança de seis meses, com palidez, febre e hepatoesplenomegalia, pense sempre em doença onco-hematológica, que exige uma investigação imediata.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Childhood acute lymphoblastic leukemia treatment — PDQNCI, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.