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Pediatrando

Menino de 8 anos é levado a um ambulatório de pediatria com queixa de febre persistente há 3 semanas, associada a palidez progressiva, emagrecimento e aparecimento de petéquias nos membros inferiores. A mãe relata que a criança tem se queixado de dores em membros inferiores e astenia. O exame físico mostra: palidez cutâneo-mucosa; petéquias difusas e hepatoesplenomegalia. O hemograma revela os resultados apresentados na tabela a seguir.

Imagem da questão — INEP 2026/2, questão 32

Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é

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Resposta: B

  1. A) anemia aplásica.

    A anemia aplásica produz pancitopenia, mas sem blastos circulantes, hepatoesplenomegalia ou dor óssea; o achado de 5% de blastos afasta esse diagnóstico.

  2. B) leucemia linfoblástica aguda.

    Leucócitos 2.500 com neutrófilos 500, Hb 8 g/dL e plaquetas 30.000, com 5% de blastos circulantes, febre, dor óssea e hepatoesplenomegalia em escolar compõem LLA; o mielograma confirma e a imunofenotipagem define a linhagem.

  3. C) púrpura trombocitopênica imunológica.

    A PTI cursa com plaquetopenia isolada em criança bem, com hemoglobina e leucócitos normais; anemia, neutropenia, blastos e organomegalia excluem esse diagnóstico.

  4. D) calazar.

    O calazar causa febre prolongada, pancitopenia e esplenomegalia volumosa, mas não há blastos no sangue periférico; a presença deles impõe leucemia como hipótese principal.

Resumo para lembrar

Febre prolongada, palidez, petéquias, dor óssea e hepatoesplenomegalia com pancitopenia e blastos no sangue periférico apontam para leucemia aguda, sendo a LLA a mais comum na infância; o mielograma confirma. Aplasia e PTI não cursam com blastos nem organomegalia.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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