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Pediatrando

Pré-escolar, 3 anos, em cetoacidose diabética, está hemodinamicamente estável, sem sinais de choque, mas com sinais de desidratação. Sinais vitais: FC 120 bpm, FR 35 irpm. Exames laboratoriais: pH 7,10; HCO3: 10 mEq/l; K 4,5 mEq/l; Na 140 mEq/l; Glicemia 420 mg/dL. A conduta inicial na 1ª hora é:

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Resposta: D

  1. A) Iniciar insulina com bolus de 0,1 U/kg.

    Bolus de insulina não é recomendado em criança: acelera a queda da osmolaridade e do potássio e aumenta o risco de edema cerebral, sem acelerar a correção da acidose.

  2. B) Infundir 20 ml/kg de solução glicofisiológica.

    Solução com glicose só entra quando a glicemia cai para 250 a 300 mg/dL, para permitir manter a insulina; iniciar com glicofisiológico a 420 mg/dL piora a hiperglicemia e a diurese osmótica.

  3. C) Iniciar insulina em infusão contínua de 0,1 U/kg/h.

    A infusão de 0,05 a 0,1 U/kg/h é a dose certa, mas começa 1 a 2 horas depois da expansão; iniciar insulina antes de restaurar o volume derruba osmolaridade e potássio rápido demais e favorece edema cerebral.

  4. D) Infundir 20 mL/Kg de solução cristaloide.

    Criança desidratada, sem choque, com pH 7,10, recebe cristaloide isotônico 10 a 20 mL/kg na primeira hora (20 mL/kg é o teto aceito pela ISPAD e pelo protocolo brasileiro), reavaliando a perfusão; só depois entram insulina contínua e potássio.

Resumo para lembrar

CAD sem choque começa com cristaloide isotônico (SF 0,9% ou Ringer) 10 a 20 mL/kg na primeira hora, com o restante do déficit reposto em 24 a 48 horas; a insulina regular em infusão contínua de 0,05 a 0,1 U/kg/h entra só após 1 hora de hidratação, sem bolus, e o potássio é reposto assim que houver diurese.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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