Pré-escolar, eutrófica, com vacinação do PNI em dia, sem história patológica pregressa, que não frequenta creche e, segundo a mãe", está com febre há 24 horas e mais nada!". Exame físico: Tax: 37,8 C, ativa, corada, hidratada, sem qualquer outra alteração. A conduta indicada neste momento, na presença de febre (37,8C), além da observação por 24 horas é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o enunciado para identificar os dados mais importantes. Primeiro, temos uma criança pré-escolar.
- Ela é eutrófica, o que já nos indica um bom estado nutricional e de saúde geral.
- A vacinação do PNI está em dia, o que é um ponto muito positivo, pois afasta muitas doenças infecciosas graves.
- Não há história patológica pregressa, reforçando que é uma criança previamente saudável.
- O fato de não frequentar creche é relevante, pois crianças em creches têm maior exposição a infecções.
- A mãe relata febre há 24 horas, um tempo de evolução curto, o que é comum em quadros virais autolimitados.
- A temperatura é de 37,8 graus, uma febre baixa, o que por si só não é um sinal de gravidade, especialmente se o estado geral estiver bom.
- E o mais importante: no exame físico, a criança está ativa, corada e hidratada, sem qualquer sinal de toxicidade ou desidratação.
- Além disso, não há qualquer outra alteração no exame físico, ou seja, é uma febre sem foco aparente.
- Juntando todos esses dados, temos uma pré-escolar previamente saudável, bem cuidada, com vacinação em dia, que apresenta febre de curta duração e bom estado geral, sem nenhum outro sintoma ou sinal de alerta.
- Nesse cenário, a probabilidade de uma infecção viral autolimitada é muito alta, e a conduta inicial deve ser conservadora, focada no conforto e na observação.
- A febre, por si só, não é uma doença, mas um sintoma. O objetivo do tratamento é o conforto da criança, não apenas baixar a temperatura a qualquer custo.
- Analisando as alternativas, a letra A propõe intercalar os antitérmicos.
- Essa prática não é recomendada rotineiramente, pois aumenta o risco de erros de dose e toxicidade, sem benefício comprovado superior ao uso de um único agente para o conforto da criança.
- A alternativa C sugere solicitar hemograma, PCR e exame de urina.
- Para uma criança com bom estado geral, febre de curta duração e sem outros sinais de alerta, a investigação laboratorial de rotina não é indicada, pois a maioria dos casos é viral e se resolve espontaneamente.
- Já a alternativa D propõe prescrever antitérmico, solicitar hemograma e PCR.
- Embora o antitérmico seja adequado para o conforto, a solicitação automática de exames como hemograma e PCR não se justifica para este quadro clínico específico, pelos mesmos motivos que discutimos na alternativa C.
- Por fim, a alternativa B indica administrar antitérmico e observar a diurese e estado geral.
- Esta é a conduta mais apropriada. O antitérmico visa o conforto da criança, e a observação da diurese e do estado geral são parâmetros excelentes para monitorar a evolução e identificar precocemente qualquer sinal de alarme, orientando os pais sobre quando retornar ao serviço de saúde.
- Então, em uma criança pré-escolar saudável, com febre de curta duração e bom estado geral, pense sempre em uma abordagem conservadora, focada no conforto e na observação atenta dos sinais de alerta.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Abordagem da febre aguda em pediatria e reflexõesSBP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.