- A) Atropina
A atropina é anticolinérgico usado na bradicardia por aumento do tônus vagal ou bloqueio AV primário, na dose de 0,02 mg/kg (mín. 0,1 mg, máx. 0,5 mg). Não tem efeito vasoconstritor e não é recomendada de rotina na parada cardíaca.
- B) Adrenalina
Pelo efeito alfa-adrenérgico, a adrenalina aumenta a resistência vascular sistêmica e eleva a pressão diastólica aórtica, determinante da perfusão coronariana durante as compressões, além de melhorar a perfusão cerebral. Dose: 0,01 mg/kg IV/IO (0,1 mL/kg da solução 0,1 mg/mL), máximo 1 mg, a cada 3–5 min.
- C) Lidocaína
A lidocaína, 1 mg/kg, é antiarrítmico alternativo à amiodarona na FV ou TVSP refratária ao choque. Atua sobre a excitabilidade do miocárdio e não tem ação vasoconstritora capaz de elevar a pressão de perfusão coronariana.
- D) Magnésio
O sulfato de magnésio é indicado na torsades de pointes e na hipomagnesemia, não como vasopressor. Não eleva a pressão de perfusão coronariana e não tem uso de rotina na parada cardíaca pediátrica.
Resumo para lembrar
A adrenalina é o vasopressor da parada cardíaca: o efeito alfa eleva a resistência vascular sistêmica e a pressão diastólica aórtica, aumentando a perfusão coronariana e cerebral durante as compressões. Dose 0,01 mg/kg IV/IO, máximo 1 mg, a cada 3–5 min; nos ritmos não chocáveis, administrar o quanto antes. Atropina, lidocaína e magnésio não têm esse efeito.