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Pediatrando

Qual sinal melhor indica sobrecarga hídrica durante a ressuscitação?

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Resposta: B

  1. A) Hipotensão

    A hipotensão durante a ressuscitação volêmica geralmente indica choque persistente ou descompensado, sugerindo volume insuficiente, perda contínua ou disfunção miocárdica. Isoladamente não aponta excesso de líquidos e, na criança, é um sinal tardio de choque.

  2. B) Estertores crepitantes e hepatomegalia

    Estertores pulmonares indicam acúmulo de líquido no pulmão, e o aumento do fígado reflete congestão venosa sistêmica. Por isso a diretriz pede reavaliar após cada bolus de 10–20 mL/kg e interromper a infusão se esses sinais surgirem, considerando suporte vasoativo se o choque persistir.

  3. C) Taquicardia

    A taquicardia é inespecífica: pode refletir hipovolemia persistente, febre, dor, ansiedade ou o próprio choque. Costuma melhorar com reposição adequada, e sua persistência, sozinha, não permite concluir que houve excesso de volume.

  4. D) Enchimento capilar lentificado

    O tempo de enchimento capilar prolongado sinaliza má perfusão periférica, típica de choque ainda não corrigido. É argumento para continuar a ressuscitação, não para suspeitar de sobrecarga hídrica.

Resumo para lembrar

Na ressuscitação volêmica pediátrica, cada bolus de 10–20 mL/kg (5–10 mL/kg se houver suspeita de choque cardiogênico) deve ser seguido de reavaliação. Estertores crepitantes, hepatomegalia e piora do esforço respiratório ou da oxigenação indicam sobrecarga: suspender o volume e considerar suporte vasoativo. Hipotensão, taquicardia e enchimento lento indicam choque persistente.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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