Recém-nascido prematuro (IG: 30 semanas), nasceu de parto cesáreo de urgência por descolamento de placenta e pré-eclâmpsia. Genitora fez pré-natal completo, apresentou infecção urinária tratada, com controle de cura negativo, há 2 meses. Nasceu deprimido, necessitando de manobras de reanimação em sala de parto, evoluindo com Apgar 5, 6 e 9. Após cuidados iniciais apresentou desconforto respiratório em sala de parto, com tiragem subcostal e intercostal, retração supraesternal e xifoidea, gemência, batimento de asa de nariz, FR: 68 ipm e SatO2 87% em ar ambiente. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- O enunciado já começa nos dando uma informação super importante, que é a idade gestacional do nosso paciente, um recém-nascido prematuro de trinta semanas.
- Ele nasceu de parto cesáreo de urgência por descolamento de placenta e pré-eclâmpsia, o que não é um fator de risco direto para infecção, por exemplo.
- A mãe fez pré-natal completo e teve uma infecção urinária tratada, com controle de cura negativo há dois meses, o que praticamente afasta a infecção materna como causa de sepse neonatal.
- O bebê nasceu deprimido, precisou de manobras de reanimação e teve Apgar baixo, indicando um sofrimento perinatal importante.
- Após os cuidados iniciais, ele apresentou desconforto respiratório logo na sala de parto, o que é um dado crucial sobre o tempo de início do quadro.
- Os sinais de esforço respiratório são bem evidentes, com tiragem subcostal e intercostal, retração supraesternal e xifoidea, gemência e batimento de asa de nariz, mostrando um quadro grave.
- A frequência respiratória de sessenta e oito incursões por minuto e a saturação de oxigênio de oitenta e sete por cento em ar ambiente confirmam a taquipneia e a hipoxemia, indicando a necessidade de suporte.
- Juntando a prematuridade de trinta semanas com o desconforto respiratório que começou logo ao nascer, isso já nos direciona para uma causa específica de problema pulmonar.
- Os sinais de esforço respiratório intensos, como a gemência e as retrações, e a hipoxemia, são achados típicos de uma deficiência de surfactante, que é muito comum em bebês tão prematuros.
- A alternativa A sugere sepse neonatal precoce com pneumonia, mas o enunciado nos diz que a mãe teve uma infecção urinária tratada e com controle de cura negativo, além de ter feito uma cesárea por indicação materna, sem rotura prolongada de membranas ou febre materna.
- A hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido é mais comum em bebês a termo ou pós-termo, e embora possa complicar a síndrome do desconforto respiratório grave, não é a hipótese principal para o quadro inicial de um prematuro de trinta semanas.
- Já a taquipneia transitória do recém-nascido é mais esperada em bebês a termo ou próximo do termo, nascidos por cesárea sem trabalho de parto, e geralmente apresenta pouco esforço respiratório e baixa necessidade de oxigênio, o que não se encaixa no nosso caso de um prematuro com sinais graves de desconforto e hipoxemia.
- Com todas essas informações, a síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido é a hipótese mais provável, pois é a causa mais comum de desconforto respiratório precoce em prematuros de trinta semanas, devido à deficiência de surfactante.
- Então, lembre-se: em um recém-nascido prematuro, especialmente com idade gestacional abaixo de trinta e quatro semanas, que apresenta desconforto respiratório grave e precoce, pense sempre em síndrome do desconforto respiratório.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- European consensus guidelines on the management of respiratory distress syndrome: 2025Neonatology (PubMed), 2026 · conferida em 28/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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