- A) Solicitar sorologias da mãe e do Rn.
Sorologia sozinha não basta: a maioria dos RN infectados é assintomática ao nascer e a IgM pode ser negativa, então o rastreio de lesões subclínicas com fundo de olho, ultrassom transfontanela e hemograma faz parte da avaliação inicial.
- B) Solicitar sorologia da mãe para confirmação.
A soroconversão já é critério de infecção comprovada na gestação, e repetir a sorologia materna não muda a conduta. O foco passa a ser o RN, exposto sem tratamento materno, com risco de transmissão maior quando a infecção ocorre no 3º trimestre.
- C) Solicitar sorologias da mãe e do Rn e realizar tomografia de crânio.
A TC de crânio fica para o RN sintomático ou com exame inicial alterado; no assintomático, o ultrassom transfontanela é a imagem inicial, sem radiação. Além disso, faltam o fundo de olho, que detecta a coriorretinite, e o hemograma.
- D) Solicitar sorologias para mãe e o Rn, ultrassom transfontanela, fundo de olho e hemograma.
Mãe com soroconversão comprovada e sem tratamento: o fluxograma da SBP para o RN assintomático pede IgM por captura e IgG do binômio, ultrassom transfontanela, fundoscopia e hemograma. Exames alterados levam a líquor, TC e tratamento por um ano com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.
Resumo para lembrar
Soroconversão na gestação (IgG negativa no 1º trimestre e positiva no 3º) comprova toxoplasmose aguda gestacional, mesmo com IgM negativa. O RN, ainda que assintomático, faz IgM por captura e IgG do binômio, ultrassom transfontanela, fundo de olho e hemograma; se algo vier alterado, líquor, TC de crânio, audiometria e funções hepática e renal.