Um lactente de 12 meses de idade, nascido a termo com peso adequado para idade gestacional, vai à consulta de puericultura. A mãe refere que o filho tem bom apetite, que durante as refeições pinça os pedacinhos de alimentos do prato e leva à boca, acena balançando as mãos quando na despedida e fala "mama” para chamar a mãe e "papa" para chamar e o pai. Durante a consulta, o médico avalia que ele transfere conteúdo de um recipiente para outro, procura objetos escondidos de maneira lúdica, engatinha, fica em pé ao ser puxado pelos braços e dá passos com apoio. Está com bom ganho de peso e apresenta o restante do exame físico normal. A mãe está preocupada com o desenvolvimento do filho, referindo que as demais crianças da creche que ele frequenta já andam sem apoio e seu filho ainda não. Qual a orientação mais adequada para esse caso?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Vamos começar analisando o caso clínico, que nos traz um lactente de doze meses de idade.
- A mãe relata que ele tem um bom apetite e, durante as refeições, ele já consegue pinçar os pedacinhos de alimentos e levar à boca, o que indica uma boa coordenação motora fina.
- Na comunicação, ele acena balançando as mãos quando se despede, mostrando um marco social importante.
- Além disso, ele fala 'mama' para chamar a mãe e 'papa' para chamar o pai, o que demonstra o desenvolvimento da linguagem expressiva.
- Durante a consulta, o médico observa que ele transfere conteúdo de um recipiente para outro, um sinal de boa coordenação e cognição.
- Ele também procura objetos escondidos de maneira lúdica, o que é um marco importante da permanência do objeto e desenvolvimento cognitivo.
- No desenvolvimento motor grosso, ele engatinha, fica em pé ao ser puxado pelos braços e dá passos com apoio.
- O exame físico é normal e o ganho de peso é adequado, indicando que não há outros problemas de saúde.
- A preocupação da mãe é que as outras crianças da creche já andam sem apoio, e o filho dela ainda não.
- Analisando todos esses dados, percebemos que o lactente apresenta marcos de desenvolvimento adequados em diversas áreas: motor fino, comunicação, linguagem e cognição.
- A única área que a mãe questiona é a marcha independente, mas o fato de ele já engatinhar, ficar em pé e dar passos com apoio aos doze meses está dentro da variação normal para a idade.
- Portanto, não há sinais de atraso global ou de alarme que justifiquem intervenções mais complexas neste momento.
- A alternativa A sugere encaminhar o lactente para avaliação do neuropediatra. Isso não é adequado, pois não há atraso global ou sinais de alarme que justifiquem um encaminhamento neurológico imediato.
- A alternativa B propõe encaminhar o lactente para avaliação do ortopedista. No entanto, o enunciado não descreve nenhuma deformidade ou limitação ortopédica que justificasse essa conduta.
- A alternativa C orienta o uso do andador. Essa é uma prática desaconselhada, pois o andador não acelera o desenvolvimento da marcha e, na verdade, aumenta o risco de acidentes para a criança.
- A alternativa E sugere solicitar ressonância magnética de crânio e coluna lombar. Exames de imagem avançados não são indicados como rotina nessa apresentação, sem sinais neurológicos que os justifiquem.
- Por fim, a alternativa D, que é a correta, sugere tranquilizar a mãe. Isso porque o desenvolvimento da marcha com apoio aos doze meses está dentro do esperado, considerando que os demais domínios do desenvolvimento estão adequados.
- Então, lembre-se: uma criança de doze meses, com desenvolvimento global adequado e que já dá passos com apoio, não tem atraso na marcha.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Caderneta da Criança — acesso às edições atuaisMinistério da Saúde, versão vigente no portal · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.