Uma menina de 6 anos de idade, previamente hígida, vai para uma consulta pediátrica de rotina. A mãe refere que ela tem bom apetite, com cardápio variado, incluindo todos os grupos alimentares, mas é bastante seletiva, preferindo alimentos crus e de consistência mais firme. Faz atividade física duas vezes na semana na escola. Na avaliação, ela apresentou os seguintes dados antropométricos: peso: 20 kg (z-escore – 0,1), estatura: 1,20 cm (z-escore +1) e IMC: 13,8 kg/m² (z-escore -1,1). Demais dados do exame físico encontram-se normais. Com base na classificação nutricional da Organização Mundial de Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, qual a classificação nutricional dessa paciente?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso clínico. Primeiro, a idade da paciente, que é de 6 anos de idade, é fundamental para sabermos qual curva de crescimento devemos utilizar para a avaliação nutricional.
- É importante notar que a paciente é previamente hígida, o que significa que não há doenças crônicas ou condições de saúde que possam justificar alterações no seu crescimento ou estado nutricional.
- A mãe relata um bom apetite e um cardápio variado, o que sugere um bom aporte nutricional, apesar de uma certa seletividade alimentar, preferindo alimentos crus e de consistência mais firme.
- O dado mais relevante para a classificação nutricional é o Índice de Massa Corporal de 13,8 quilogramas por metro quadrado, com um escore Z de menos 1,1. Este é o valor que vamos usar para classificar o estado nutricional.
- Os demais dados do exame físico encontram-se normais, o que reforça que não há outros sinais clínicos de desnutrição ou de alguma doença subjacente.
- Com base no escore Z do Índice de Massa Corporal de menos 1,1, e considerando as classificações da Organização Mundial de Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, precisamos lembrar os pontos de corte para cada categoria nutricional.
- A faixa de eutrofia para o Índice de Massa Corporal em crianças e adolescentes é definida por escores Z entre menos 2 e mais 1. Nosso valor de menos 1,1 se encaixa perfeitamente nesse intervalo.
- A alternativa B, que sugere 'Baixo peso para idade', está incorreta. O enunciado nos dá o peso e o escore Z do peso, que é de menos 0,1, o que está dentro da normalidade e não indica baixo peso para a idade.
- A alternativa C, 'Magreza extrema', também está incorreta. Para ser considerada magreza acentuada ou extrema, o escore Z do Índice de Massa Corporal precisaria ser muito inferior a menos 3, o que não é o caso da nossa paciente.
- A alternativa D, 'Magreza', está incorreta. A magreza é definida por um escore Z do Índice de Massa Corporal entre menos 2 e menos 3. Como o escore Z da paciente é de menos 1,1, ela não se enquadra nessa categoria.
- A alternativa E, 'Desnutrição', é muito genérica e também incorreta. Embora a magreza e a magreza extrema sejam formas de desnutrição, os índices antropométricos da paciente não demonstram desnutrição conforme os critérios da Organização Mundial de Saúde.
- Portanto, a alternativa A, 'Eutrofia', é a correta. O escore Z do Índice de Massa Corporal de menos 1,1 se encontra dentro da faixa de eutrofia, que, como vimos, vai de menos 2 a mais 1.
- Então, em uma criança com Índice de Massa Corporal com escore Z entre menos 2 e mais 1, pense sempre em eutrofia, mesmo que esteja mais próxima do limite inferior, desde que não haja outros sinais clínicos de desnutrição.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Caderneta da Criança — acesso às edições atuaisMinistério da Saúde, versão vigente no portal · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.