Um lactente de 6 meses de idade é levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) para atualização do calendário vacinal. Ao verificar a caderneta, o pediatra nota que a criança recebeu apenas as vacinas BCG e Hepatite B na maternidade, estando com todas as outras doses em atraso. A mãe questiona se ainda é possível aplicar a "vacina do rotavírus" para proteger o filho de diarreias graves. Com base na recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), assinale a conduta correta:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar este caso clínico, que é bem comum na prática, sobre atualização de vacinas.
- A idade do lactente, de seis meses, é um dado crucial porque as vacinas têm janelas de aplicação, e para o rotavírus, essa janela é bem específica.
- O enunciado nos diz que a criança recebeu apenas as vacinas BCG e Hepatite B na maternidade, o que significa que o esquema vacinal está bastante defasado.
- E a mãe questiona especificamente sobre a vacina do rotavírus, que é o foco da nossa questão.
- Ela quer saber se ainda é possível aplicar para proteger o filho de diarreias graves, o que nos leva a pensar nas idades limite para essa vacina.
- Com um lactente de seis meses e o esquema vacinal atrasado, a principal dúvida é se ele ainda está dentro da idade para receber a vacina do rotavírus, considerando as atualizações do Programa Nacional de Imunizações.
- A chave aqui é lembrar que as recomendações do PNI para a vacina de rotavírus foram atualizadas recentemente, ampliando as janelas de aplicação.
- Então, vamos ver as alternativas e eliminar as que se baseiam em informações desatualizadas ou incorretas.
- A alternativa A sugere administrar uma dose única com o dobro do volume preconizado.
- Isso está incorreto, residente, pois não existe nenhuma vacina no calendário que preconize o dobro do volume para garantir soroconversão, e a vacina de rotavírus é administrada em volume padrão, via oral.
- A alternativa B propõe contraindicar a vacinação, afirmando que a primeira dose tem como idade máxima três meses e quinze dias.
- Essa informação está desatualizada, pois a Nota Técnica 193 de 2024 do PNI ampliou essa janela, então o lactente de seis meses ainda pode receber a primeira dose.
- A alternativa D sugere iniciar a vacinação, mas omitir a segunda dose, pois a idade máxima para a conclusão do esquema permaneceria fixada em sete meses e vinte e nove dias.
- Essa também é uma informação desatualizada, pois o limite para a segunda dose também foi ampliado, e uma dose única oferece proteção parcial, sendo importante completar o esquema.
- Finalmente, a alternativa C afirma que devemos administrar a primeira dose da VRH nesta consulta, já que a idade máxima da primeira dose é onze meses e vinte e nove dias, agendando a segunda dose com intervalo mínimo de trinta dias.
- Essa é a conduta correta, residente! De acordo com a Nota Técnica 193 de 2024 do PNI, a primeira dose da vacina de rotavírus pode ser aplicada até onze meses e vinte e nove dias, e a segunda dose até vinte e três meses e vinte e nove dias, com um intervalo mínimo de trinta dias entre elas.
- Então, uma criança de seis meses com esquema atrasado, como no nosso caso, ainda está apta a iniciar a vacinação contra o rotavírus.
- Criança com esquema vacinal atrasado, especialmente para vacinas como o rotavírus, sempre verifique as últimas atualizações do Programa Nacional de Imunizações, pois os limites de idade podem ter sido ampliados.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Calendário Técnico Nacional de VacinaçãoMinistério da Saúde, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
Comentário atualizado em