- A) Compressões torácicas imediatas
Compressões só estão indicadas na ausência de pulso ou com frequência cardíaca abaixo de 60/min e má perfusão apesar de oxigenação e ventilação adequadas. O lactente está em desconforto grave, mas com pulso e sem bradicardia descrita.
- B) Ventilação assistida com bolsa-válvula-máscara
Saturação de 86% apesar de oxigênio suplementar, com esforço respiratório intenso, indica falência da oxigenação e evolução para insuficiência respiratória. A ventilação com pressão positiva por bolsa-válvula-máscara, com O₂ a 100%, boa vedação e elevação visível do tórax, corrige a hipoxemia e previne a parada, que na criança costuma ser de origem respiratória.
- C) Administração de atropina
A atropina, 0,02 mg/kg, tem papel na bradicardia por tônus vagal aumentado ou bloqueio AV primário. Aqui não há bradicardia descrita, e o problema central é a hipoxemia, que se corrige com ventilação, não com anticolinérgico.
- D) Desfibrilação
A desfibrilação é reservada à FV e à TVSP, ritmos de parada sem pulso. O lactente tem pulso e está em insuficiência respiratória; o choque não tem indicação e não trataria a hipoxemia.
Resumo para lembrar
Desconforto respiratório grave com hipoxemia persistente apesar de oxigênio, cansaço, alteração do nível de consciência ou respiração inadequada indica insuficiência respiratória: ventilar com bolsa-válvula-máscara e O₂ a 100%, observando a elevação do tórax. Na criança, a parada costuma ser precedida por falência respiratória, e ventilar a tempo é o que evita o colapso.