- A) Iniciar compressões torácicas
Compressões são indicadas na ausência de pulso ou com frequência cardíaca abaixo de 60/min e sinais de má perfusão apesar de ventilação adequada. Com pulso de 90/min, a circulação está mantida, e o problema a corrigir é a ventilação.
- B) Administrar adrenalina
A adrenalina é usada na parada cardíaca e na bradicardia com má perfusão que persiste apesar da ventilação. Nesta criança, com pulso de 90/min, ela não corrigiria a hipoventilação que está causando a dessaturação.
- C) Desfibrilação imediata
A desfibrilação só se aplica à FV ou à TVSP, em vítima sem pulso. O choque em criança com pulso e ritmo que gera perfusão é contraindicado e pode desencadear arritmia grave.
- D) Ventilação assistida com bolsa-válvula-máscara
Criança com pulso, mas respiração inadequada, precisa de ventilação de resgate: 1 ventilação a cada 2–3 s (20–30/min) com bolsa-válvula-máscara e oxigênio, cada uma suficiente para elevar o tórax, reavaliando o pulso a cada 2 minutos. Se a frequência cair abaixo de 60/min com má perfusão, iniciam-se compressões.
Resumo para lembrar
Vítima sem resposta, com pulso presente mas respiração inadequada (superficial, agônica ou ausente): ventilação de resgate com bolsa-válvula-máscara, 1 ventilação a cada 2–3 segundos (20–30/min), com elevação visível do tórax, checando o pulso a cada 2 minutos. Compressões apenas se não houver pulso ou se a frequência cair abaixo de 60/min com má perfusão apesar da ventilação.