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Pediatrando

Um menino com 6 anos é levado à unidade básica de saúde devido a um quadro de diarreia intensa. Sabe-se que ele mora em uma casa sem esgotamento sanitário, e que teve contato com um tio que chegou de Moçambique há 15 dias. A criança apresenta um quadro de náuseas, diarreia líquida, leve e aquosa, sem febre. Ao exame, apresenta-se ativa, eutrófica, levemente desidratada, com temperatura de 36,5 °C. Com base nessas informações, assinale a opção que apresenta as medidas adequadas a serem tomadas na atenção primária.

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Resposta: C

  1. A) Reidratação endovenosa, coleta de exames tanto da criança quanto dos comunicantes e investigação de etiologia epidemiológica, além de notificar a suspeita.

    Desidratação leve se corrige por via oral; hidratação venosa é para desidratação grave ou choque. Exames e notificação estão certos, mas a proposta erra na via de reidratação.

  2. B) Realização de quimioprofilaxia dos comunicantes, encaminhamento da criança ao pronto-socorro e isolamento sanitário em torno da residência dos familiares.

    Quimioprofilaxia de contatos não é rotina e não substitui o saneamento; criança levemente desidratada, ativa e eutrófica não precisa de pronto-socorro, e não existe isolamento domiciliar na cólera, transmitida por água e alimentos.

  3. C) Reidratação oral, manutenção da dieta, acompanhamento da criança, notificação e desencadeamento de ações de vigilância epidemiológica, ambiental e sanitária e investigação de comunicantes.

    Reidratação oral com dieta mantida trata a diarreia aquosa com desidratação leve (plano B); a suspeita de cólera exige notificação imediata, coleta de fezes em meio Cary-Blair, busca de comunicantes e ações sobre água, esgoto e alimentos, iniciadas na UBS.

  4. D) Administração de antiparasitário de primeira escolha, prescrição de medicamentos para reduzir trânsito intestinal, indicação de medidas higiênico-sanitárias, encaminhamento para unidade de saúde para realização de exames e notificação.

    Antiparasitário não trata diarreia bacteriana aquosa; antidiarreicos que reduzem o trânsito são contraindicados em crianças; encaminhar para outra unidade adia a reidratação que a UBS pode e deve fazer.

Resumo para lembrar

Diarreia aquosa profusa e afebril em quem teve contato com viajante de área endêmica é suspeita de cólera, doença de notificação imediata. O tratamento é reidratação (oral se a desidratação é leve), manutenção da dieta e vigilância de comunicantes, água e alimentos; antibiótico só nos casos graves.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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