Um paciente de três anos de idade, previamente hígido, foi levado ao pronto atendimento por apresentar há dois dias diarreia líquida, com seis episódios por dia, e vômitos ocasionais. A mãe relatou que ele mantém aceitação moderada de líquidos. Ao exame, mostrou-se hidratado, com mucosas úmidas, sem alterações respiratórias, com FC = 110 bpm, FR = 26 irpm, SpO2 = 97%, e temperatura = 37,3 °C. Abdome sem dor à palpação. Considerando o quadro apresentado, qual é a principal medida terapêutica inicial?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar este caso clínico. Primeiro, temos um paciente de três anos de idade.
- Ele era previamente hígido, o que significa que não tinha outras doenças que pudessem complicar o quadro.
- A queixa principal é diarreia líquida há dois dias, com seis episódios por dia, e vômitos ocasionais. Isso nos aponta para um quadro de gastroenterite aguda.
- A mãe relatou que ele mantém aceitação moderada de líquidos. Isso é um dado muito importante, pois indica que a via oral está disponível.
- Ao exame físico, o paciente mostrou-se hidratado, com mucosas úmidas. Este é o achado mais crucial do caso, ele não está desidratado.
- Os outros sinais vitais, como frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto, frequência respiratória de 26 incursões respiratórias por minuto, saturação de oxigênio de 97 por cento e temperatura de 37,3 graus Celsius, estão todos dentro da normalidade para a idade, confirmando a estabilidade do paciente.
- O abdome sem dor à palpação afasta outras causas de dor abdominal aguda que poderiam exigir investigação diferente.
- Com todos esses dados, temos um quadro de gastroenterite aguda em uma criança de três anos que está hidratada e consegue aceitar líquidos por via oral.
- O objetivo principal, então, é manter essa hidratação e repor as perdas contínuas de líquidos e eletrólitos, prevenindo a desidratação.
- A alternativa A propõe a reposição venosa rápida com solução isotônica. Isso não é a principal medida inicial para um paciente hidratado e que aceita líquidos por via oral.
- A expansão venosa é reservada para casos de choque ou desidratação grave, ou quando a via oral não é tolerada, o que não é o caso aqui.
- A alternativa C sugere o uso imediato de antibiótico para prevenção de disbiose. A maioria das gastroenterites agudas em crianças é de origem viral, e antibióticos não são rotina, além de não prevenirem a disbiose.
- A alternativa D fala sobre o uso de antidiarreicos para reduzir o número de evacuações. Antidiarreicos não são recomendados em crianças devido aos potenciais eventos adversos e não substituem a reidratação, que é o foco principal.
- Finalmente, a alternativa B, terapia de reidratação oral com solução padrão de sais, é a medida correta. A solução de reidratação oral repõe água e eletrólitos de forma adequada e é a primeira linha de tratamento para prevenir e tratar a desidratação em crianças que toleram a via oral.
- Então, para uma criança de três anos, com diarreia e vômitos, mas que está hidratada e aceita líquidos, pense sempre na terapia de reidratação oral.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diarreia aguda infecciosaSBP, 2023 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.