Uma criança do sexo feminino, 4 anos, é levada ao pronto atendimento com história de febre há 48 horas, de até 38,8 ºC. Nas últimas 12 horas, os pais referem alteração do comportamento, incluindo episódios de confusão mental, irritabilidade e sonolência progressiva. Durante a avaliação na sala de emergência, a paciente apresentou pico febril e crise convulsiva focal, com necessidade de midazolam e fenitoína intravenosos para controle de crise. Após estabilização, foram solicitados exames complementares. Considerando o quadro clínico descrito, assinale a alternativa que apresenta as hipóteses diagnósticas mais prováveis.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. A primeira informação que nos chama a atenção é a idade da criança, que é de 4 anos.
- Em seguida, temos a história de febre há 48 horas, que é um sintoma comum, mas que nos alerta para um processo infeccioso.
- Um dado muito importante é a alteração do comportamento, que inclui confusão mental, irritabilidade e sonolência progressiva. Isso sugere um comprometimento do sistema nervoso central.
- A paciente também apresentou uma crise convulsiva focal, que é um sinal neurológico localizado e que aponta para uma lesão ou disfunção específica no cérebro.
- Por fim, a necessidade de usar midazolam e fenitoína intravenosos para controlar a crise indica que foi uma crise mais grave ou prolongada, não uma convulsão febril simples.
- Agora, vamos conectar esses achados. A presença de febre, alteração do comportamento e uma crise convulsiva focal nos leva a pensar em uma infecção do sistema nervoso central.
- A alteração do comportamento, com confusão mental e sonolência, além da crise focal, sugere um envolvimento do parênquima cerebral, o que é característico de uma encefalite.
- Quando há encefalite, geralmente ocorre também uma inflamação das meninges, por isso a hipótese de meningoencefalite é a mais provável neste caso.
- A crise convulsiva, nesse contexto de infecção do sistema nervoso central, não é uma convulsão febril comum, mas sim uma crise sintomática aguda, ou seja, diretamente causada pela doença de base.
- Analisando as alternativas, a alternativa A propõe meningoencefalite, o que está correto, mas classifica a crise como convulsão febril complexa.
- Uma convulsão febril, mesmo complexa, é um diagnóstico de exclusão, e a presença de alteração do comportamento e sinais neurológicos focais impede essa classificação, pois indica uma infecção do sistema nervoso central.
- A alternativa B sugere meningite bacteriana e convulsão febril complexa.
- Assim como na alternativa A, classificar a crise como convulsão febril complexa é inadequado diante de um quadro tão grave com sinais de infecção do sistema nervoso central.
- A alternativa D menciona meningite bacteriana e crise convulsiva sintomática aguda.
- Embora a meningite bacteriana seja um diferencial importante, a presença de alteração do comportamento e crise focal sugere um envolvimento mais amplo do parênquima cerebral, o que nos leva mais para a meningoencefalite do que apenas meningite.
- Finalmente, a alternativa C apresenta meningoencefalite e crise convulsiva sintomática aguda.
- Essa alternativa está perfeita, pois a alteração encefálica infecciosa com crise focal sustenta a hipótese de meningoencefalite e a crise é, de fato, sintomática aguda, causada pela doença de base.
- Para revisar rapidamente, em uma criança de 4 anos com febre, alteração de comportamento e crise convulsiva focal, pense sempre em uma infecção do sistema nervoso central, como a meningoencefalite, e a crise será sintomática aguda.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Meningitis and encephalitisRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.