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Curvas específicas para a síndrome de Down
Documento da SBP orienta acompanhar crescimento em curva específica — sem abandonar a curva da OMS para IMC e proporção.
Crianças com síndrome de Down têm padrão de crescimento próprio: estatura menor, velocidade de crescimento diferente e maior risco de ganho ponderal excessivo na idade escolar. Plotar só na curva da OMS transforma um padrão esperado em suspeita de déficit — e esconde o sobrepeso que aparece cedo.
O que mudou
- O acompanhamento passa a ser feito também em curvas específicas para a síndrome de Down.
- A curva da OMS não é descartada: continua sendo a referência para comparar a criança com a população geral e para o IMC.
- Estatura fora do esperado na curva específica deixa de ser atribuída à síndrome e passa a exigir investigação — tireoide e doença celíaca em primeiro lugar.
O que investigar quando a curva desvia
- Hipotireoidismo: prevalência alta e apresentação frustra — o rastreio é laboratorial, não clínico.
- Doença celíaca, em queda de peso ou parada de crescimento.
- Apneia obstrutiva do sono, que compromete crescimento e comportamento.
- Cardiopatia congênita não corrigida ou com repercussão.
Na prática
Mantenha as duas plotagens no prontuário. A curva específica diz se a criança cresce como se espera para a síndrome; a curva da OMS diz onde ela está em relação a todas as outras — e é a que revela o sobrepeso instalado.
Referências
- Curvas de crescimento para crianças com síndrome de DownSociedade Brasileira de Pediatria · Departamento Científico de Endocrinologia · mar/2026
Conferir no original ↗ - Down syndrome: ManagementUpToDate · Tópico em revisão contínua (acesso por assinatura) · revisão 2026
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