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Sarampo no Alto Solimões: vacina sem conferir caderneta
Depois de oito casos em Tabatinga e Benjamin Constant, o PNI vacina todos de 12 meses a 59 anos nas três cidades da fronteira até 7 de novembro e leva a dose zero às crianças indígenas de 10 DSEIs.
O primeiro caso confirmado teve exantema em 2 de setembro; até o fim do mês foram 20 casos suspeitos e 8 confirmados — 5 em Tabatinga e 3 em Benjamin Constant, nenhum vacinado e dois em crianças de 1 a 4 anos. Sete eram peruanos e um, indígena brasileiro. A Nota Técnica Conjunta nº 361/2026, assinada em 9 de outubro, organiza a intensificação de 1º de outubro a 7 de novembro de 2026, com Dia D no encerramento; a nº 325/2026, de setembro, trata das crianças indígenas da fronteira com o Peru e a Bolívia.
O que mudou
- Fora da unidade, em Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte: tríplice viral para todos de 12 meses a 59 anos, sem conferir doses anteriores — só as contraindicações e o intervalo mínimo de 30 dias desde a última dose.
- Na sala de vacina: de 6 meses a 19 anos, conferir a caderneta e iniciar ou completar o esquema; de 20 a 59 anos, vacinar sem conferir.
- Trabalhadores da saúde dos três municípios, inclusive administrativos, de apoio e motoristas, recebem a vacina sem conferir o histórico.
- Dose zero (6 meses a 11 meses e 29 dias) para as crianças indígenas dos DSEIs Alto Rio Solimões, Alto Rio Juruá, Vale do Javari, Alto Rio Purus, Médio Rio Solimões e Afluentes, Cuiabá, Mato Grosso do Sul, Vilhena, Porto Velho e Alto Rio Negro.
- Dose dada até 72 horas depois da exposição a caso suspeito ou confirmado é registrada como bloqueio.
Na sala de vacina
- Bio-Manguinhos e MSD a partir de 6 meses; Serum Institute só a partir de 9 meses e nunca na alergia à proteína do leite de vaca.
- Gestação e imunossupressão grave contraindicam a vacina.
- Anafilaxia a ovo é precaução, não contraindicação: vacinar em local preparado para tratar reação.
- A dose zero não conta para a cobertura: a D1 aos 12 meses e a D2 aos 15 meses continuam.
Febre amarela no menor de 2 anos
- Nos DSEIs da estratégia, a tríplice viral vem primeiro e a febre amarela 30 dias depois.
- Em território de risco ou emergência de febre amarela, as duas podem ser dadas no mesmo dia dos 9 meses aos 11 meses e 29 dias.
Na prática
Criança que mora na região ou chega de lá: confira a tríplice viral em toda consulta e vacine. O lactente de 6 a 11 meses recebe a dose zero e mantém a D1 e a D2; se também precisa de febre amarela, a tríplice viral vem antes. Febre com exantema em quem passou pela fronteira é notificação imediata.
Referências
- Nota Técnica Conjunta nº 361/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS — intensificação da vacinação contra o sarampo em Atalaia do Norte, Benjamin Constant e TabatingaMinistério da Saúde — Programa Nacional de Imunizações · Departamento do Programa Nacional de Imunizações e SESAI · 09/10/2026
Conferir no original ↗ - Nota Técnica Conjunta nº 325/2026-COVISI/CGGAS/DAPSI/SESAI/MS — dose zero da tríplice viral em crianças indígenas de DSEIs de fronteiraMinistério da Saúde — Programa Nacional de Imunizações · Secretaria de Saúde Indígena · setembro de 2026
Conferir no original ↗ - Measles, mumps, and rubella immunization in infants, children, and adolescentsUpToDate · Tópico em revisão contínua (acesso por assinatura) · revisão 2026
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