A caderneta de saúde da criança atua como instrumento de triagem para acompanhar o desenvolvimento infantil, permitindo identificar precocemente possíveis atrasos e orientar ações de saúde e educação. Com base nesse instrumento, numere a COLUNA I de acordo com a COLUNA II, relacionando os casos clínicos às classificações do desenvolvimento infantil. COLUNA I: 1. Provável atraso no desenvolvimento. 2. Alerta para o desenvolvimento. 3. Desenvolvimento adequado. COLUNA II: ( ) Cecília, dois meses de idade, nasceu com 36 semanas de idade gestacional devido à pré-eclâmpsia materna. Não apresentou complicações perinatais. Na avaliação, tem todos os marcos pertinentes para a sua idade corrigida. ( ) Pedro, seis meses de idade, sem fatores de risco para o desenvolvimento. Na avaliação, inexiste um marco esperado para a faixa etária até a faixa etária de 5 a 6 meses, e menos da metade do escore é mantido. ( ) Júlia, dois meses de idade, sem fatores de risco para o desenvolvimento. Na avaliação, tem todos os reflexos/posturas/habilidades presentes para a sua idade. ( ) Luiz, dois meses de idade, sem fatores de risco prévios para o desenvolvimento. Na avaliação, tem todos os reflexos/posturas/habilidades presentes para sua idade. Tem perímetro cefálico abaixo do escore –2 Z. ( ) Clara, 12 meses de idade, sem fatores de risco prévios para o desenvolvimento. Na avaliação, não possui um dos marcos esperados para a faixa etária anterior. Assinale a sequência correta:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Primeiro, vamos analisar a Cecília. Ela tem dois meses de idade e nasceu com 36 semanas de idade gestacional.
- A prematuridade, mesmo que tardia como 36 semanas, é um fator de risco importante para o desenvolvimento.
- Apesar disso, ela apresenta todos os marcos esperados para a idade corrigida, o que é um bom sinal.
- Agora, o Pedro, com seis meses de idade. Ele não tem fatores de risco conhecidos.
- Mas, na avaliação, ele não tem um marco esperado para a faixa etária de cinco a seis meses, e menos da metade do escore é mantido.
- A Júlia também tem dois meses e não tem fatores de risco.
- Ela tem todos os reflexos, posturas e habilidades presentes para a idade dela.
- O Luiz, igualmente com dois meses e sem fatores de risco prévios.
- Ele também tem todos os reflexos, posturas e habilidades presentes para a idade.
- No entanto, o perímetro cefálico dele está abaixo de menos dois escores Z, o que é um achado importante.
- Por fim, a Clara, com 12 meses de idade, sem fatores de risco.
- Ela não possui um dos marcos esperados para a faixa etária anterior, o que é um sinal de alerta maior.
- Com base na caderneta da criança, a Cecília, mesmo com os marcos adequados para a idade corrigida, tem um fator de risco que é a prematuridade.
- Isso a classifica como "Alerta para o desenvolvimento", que corresponde ao número dois.
- O Pedro, por sua vez, não tem fatores de risco, mas falta um marco da faixa etária atual.
- A ausência de um marco esperado para a faixa etária atual também o coloca em "Alerta para o desenvolvimento", ou seja, número dois.
- A Júlia, sem fatores de risco e com todos os marcos presentes para a idade, tem um "Desenvolvimento adequado", que é o número três.
- O Luiz, apesar de ter todos os marcos presentes para a idade, apresenta um perímetro cefálico abaixo de menos dois escores Z.
- Isso é um critério para "Provável atraso no desenvolvimento", classificando-o como número um.
- Por fim, a Clara não possui um dos marcos esperados para a faixa etária anterior.
- A falta de um marco da faixa etária anterior é um critério para "Provável atraso no desenvolvimento", então ela também é número um.
- A alternativa A está incorreta porque a Cecília, com fator de risco de prematuridade, mesmo com marcos adequados, é classificada como alerta (dois), e não como provável atraso (um).
- A alternativa C está incorreta porque a Júlia, sem fatores de risco e com todos os marcos, tem desenvolvimento adequado (três), e não provável atraso (um). Além disso, o Luiz é provável atraso (um) e não alerta (dois).
- A alternativa D está incorreta porque a Cecília, com fator de risco, não pode ser classificada como desenvolvimento adequado (três), mas sim como alerta (dois).
- A alternativa B, com a sequência dois, dois, três, um, um, é a correta, pois reflete as classificações que fizemos para cada criança, seguindo os critérios da caderneta de saúde.
- Em uma criança com fator de risco ou ausência de marcos da faixa etária atual, pense sempre em alerta para o desenvolvimento. Já a ausência de marcos da faixa anterior ou alterações no perímetro cefálico indicam provável atraso.
- Nos vemos na próxima questão.
Pediatrando o tema
Caderneta: adequado, alerta, provável atraso — uma pediatra ensina o tema da questão na lousa, escrevendo enquanto fala.em validação
Baseado em: Caderneta da Criança — vigilância do desenvolvimento (marcos e classificação) (Ministério da Saúde, 6ª ed. (2024)) · Desenvolvimento neuropsicomotor: vigilância e triagem — Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento (SBP, 2022) · Developmental surveillance and screening in primary care (UpToDate (literatura internacional), 2025–2026). Conteúdo em validação — não é comentário oficial da SBP.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Caderneta da Criança — acesso às edições atuaisMinistério da Saúde, versão vigente no portal · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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