A maioria dos casos de edema cerebral associado a cetoacidose diabética ocorre no primeiro dia de tratamento. Assinale a característica que pode ser considerada fator de risco para edema cerebral:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- A questão nos fala sobre o edema cerebral, uma complicação grave e temida na cetoacidose diabética em crianças.
- É importante lembrar que esse edema ocorre no contexto da cetoacidose diabética, uma emergência pediátrica que exige manejo cuidadoso.
- Precisamos identificar qual das alternativas representa um fator de risco para o desenvolvimento desse edema cerebral.
- O resumo nos lembra que o edema cerebral, embora raro, é uma complicação séria e tem fatores de risco bem estabelecidos, como idade abaixo de cinco anos, diabetes recém-diagnosticado, acidose grave, pCO2 baixa, ureia elevada, sódio que não sobe durante a correção e, principalmente, o uso de bicarbonato.
- A alternativa A sugere a adolescência como fator de risco para edema cerebral.
- No entanto, o comentário nos diz que o maior risco de edema cerebral está nas crianças menores, sobretudo abaixo de cinco anos, e não nos adolescentes, tornando essa alternativa incorreta.
- A alternativa B menciona a hipercalemia como um possível fator de risco.
- A hipercalemia inicial é comum na cetoacidose diabética devido ao desvio de potássio, mas não é um fator de risco para edema cerebral. Na verdade, o potássio tende a cair com o tratamento, exigindo reposição, então esta alternativa está incorreta.
- A alternativa C fala em restrição hídrica na primeira hora de tratamento.
- O ensaio PECARN FLUID não mostrou que a estratégia de volume inicial seja causal para o edema, e a expansão hídrica de dez a vinte mililitros por quilo na primeira hora é até recomendada. A restrição hídrica não é um fator de risco descrito, portanto, esta alternativa é incorreta.
- Por fim, a alternativa D aponta a correção com bicarbonato de sódio.
- O resumo e o comentário são claros: o uso de bicarbonato de sódio foi associado a edema cerebral em estudos, e ele não é indicado na cetoacidose diabética pediátrica, exceto em situações muito específicas, como hipercalemia grave. Por isso, esta é a alternativa correta.
- Então, criança com cetoacidose diabética, com acidose grave e uso de bicarbonato, pense sempre no risco aumentado de edema cerebral.
- Nos vemos na próxima questão.
Pediatrando o tema
Cetoacidose: o edema cerebral e o bicarbonato — uma pediatra ensina o tema da questão na lousa, escrevendo enquanto fala.em validação
Baseado em: ISPAD Clinical Practice Consensus Guidelines: Diabetic ketoacidosis and hyperglycemic hyperosmolar state (ISPAD, 2022) · Cetoacidose diabética em crianças e adolescentes — Departamento de Endocrinologia e de Terapia Intensiva (SBP, 2023) · Diabetic ketoacidosis — clinical practice guideline (Royal Children's Hospital Melbourne, 2024) · Diabetic ketoacidosis in children: Cerebral injury (cerebral edema) (UpToDate (literatura internacional), 2025–2026). Conteúdo em validação — não é comentário oficial da SBP.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diabetic ketoacidosisRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
Comentário atualizado em