- A) É recomendada para os adolescentes acima de 15 anos de idade.
O PCDT permite PrEP a partir de 15 anos com peso de 35 kg ou mais, em pessoas sexualmente ativas com contexto de vulnerabilidade (sexo sem preservativo, IST de repetição, uso repetido de PEP, parceria com carga viral detectável), sem restrição às populações-chave.
- B) É necessária a presença ou a autorização de pais ou responsáveis para a prescrição da profilaxia.
Para adolescentes a partir de 15 anos o PCDT garante acesso sem presença ou autorização dos responsáveis, com sigilo amparado no ECA e no Código de Ética Médica (art. 103), desde que o adolescente compreenda a profilaxia e o acompanhamento.
- C) Os jovens não são considerados uma das populações prioritárias para a prevenção do HIV.
Os casos novos de aids no Brasil se concentram em jovens de 15 a 24 anos, e adolescentes e jovens são população prioritária nas ações de prevenção combinada do HIV, incluindo a PrEP.
- D) O início de PrEP deve ocorrer após seis meses de uso irregular de preservativos.
Não existe carência de 6 meses: a indicação vem da avaliação individual do risco, e o uso inconsistente de preservativo já é um dos critérios; esperar apenas prolonga a exposição ao HIV.
- E) A profilaxia é realizada com tenofovir desoproxila e entricitabina, uma vez por semana.
A PrEP oral usa tenofovir desoproxila com entricitabina em comprimido diário ou, para grupos definidos (como homens cis e mulheres trans que não usam estradiol), sob demanda no esquema 2+1+1; não existe esquema oral semanal.
Resumo para lembrar
Pelo PCDT de PrEP oral (MS, 2024), a profilaxia pode ser indicada a partir de 15 anos e 35 kg, para quem é sexualmente ativo e tem vulnerabilidade aumentada ao HIV, sem autorização dos pais se o adolescente compreende o uso. O esquema é tenofovir com entricitabina diário, ou sob demanda (2+1+1) em grupos definidos; jovens de 15 a 24 anos concentram os casos novos de aids.