- A) Ferro; tratar com sulfato ferroso 3 mg/kg/dia.
Dieta sem carne também predispõe à deficiência de ferro, mas o quadro não descreve anemia (palidez, cansaço, hemoglobina baixa). Além disso, a anemia ferropriva se confirma em exames e se trata com 3 a 5 mg/kg/dia de ferro elementar.
- B) Zinco; confirmar por história alimentar e resposta terapêutica ao zinco.
Hiporexia, baixo ganho ponderal, infecções respiratórias recorrentes (o zinco sustenta a imunidade celular) e cicatrização lenta, com dieta pobre em carnes e rica em fitatos de cereais e leguminosas integrais, sugerem deficiência de zinco. Como o zinco plasmático oscila e cai na inflamação, a história alimentar e a resposta à suplementação (cerca de 1 mg/kg/dia) sustentam o diagnóstico.
- C) Vitamina C; suplementar 100 mg/dia para estimular o colágeno.
O escorbuto cursa com sangramento gengival, petéquias e equimoses, dor óssea com recusa a andar e cabelos em saca-rolhas. Prejudica a cicatrização, mas decorre da falta de frutas e vegetais frescos, e os demais achados do caso não sugerem esse quadro.
- D) Selênio; suplementar para prevenir cardiomiopatia.
A deficiência de selênio causa miocardiopatia (doença de Keshan) em regiões de solo pobre ou em nutrição parenteral prolongada sem suplementação. Não explica infecções recorrentes com cicatrização lenta, e não há qualquer sinal cardíaco.
- E) Vitamina D; suplementar 400 UI/dia para melhorar imunidade e crescimento.
A falta de vitamina D causa raquitismo (deformidades ósseas, alargamento de punhos, atraso motor). A profilaxia de 400 UI/dia é indicada no primeiro ano (600 UI entre 1 e 2 anos, pela SBP), não como estímulo genérico à imunidade de uma criança de 4 anos.
Resumo para lembrar
A deficiência de zinco é favorecida por dieta pobre em carnes e rica em fitatos (cereais integrais e leguminosas), que reduzem sua absorção. Causa hiporexia, alteração do paladar, baixo ganho de peso e estatura, infecções de repetição, cicatrização lenta, dermatite periorificial e diarreia. O zinco sérico é pouco confiável, e a resposta a cerca de 1 mg/kg/dia confirma o diagnóstico.