Criança de 7 anos internada por pneumonia mantém febre e toxemia após 5 dias de antibiótico adequado. Radiografia com consolidação persistente, sem derrame pleural. Há piora da dor torácica e marcadores inflamatórios elevados. Qual é o exame mais adequado para investigar necrose, abscesso ou outras complicações intraparenquimatosas neste momento?
Prefixo intra- se junta sem espaço.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar este caso, residente. Temos uma criança de sete anos, o que já nos situa no contexto pediátrico.
- Ela está internada por pneumonia, mas o ponto crucial é que ela mantém febre e toxemia...
- E isso acontece após cinco dias de antibiótico adequado. Isso é um sinal de alerta importantíssimo, não é mesmo?
- A radiografia mostra uma consolidação persistente, ou seja, a imagem não melhora, e, o que é relevante, sem derrame pleural.
- Além disso, há piora da dor torácica e os marcadores inflamatórios estão elevados, o que reforça a gravidade do quadro.
- A pergunta nos direciona a investigar especificamente necrose, abscesso ou outras complicações intraparenquimatosas.
- Então, diante de uma pneumonia que não responde ao tratamento antibiótico após alguns dias, com piora clínica e radiológica, e sem derrame pleural, precisamos pensar em complicações do parênquima pulmonar.
- A ausência de derrame pleural é um dado importante, pois nos faz focar a investigação em problemas dentro do pulmão, e não na pleura.
- Vamos analisar as alternativas. A alternativa B, que propõe radiografia seriada diária, não é a mais adequada.
- Radiografias diárias irradiam a criança sem acrescentar informações significativas para necrose ou abscesso em fase inicial, e a imagem demora a mudar. O controle radiológico só se justifica com mudança clínica.
- A alternativa C, ultrassonografia de tórax, é um exame excelente para avaliar derrame pleural, seu volume e septações, e para guiar drenagens.
- Contudo, o enunciado diz que não há derrame pleural. Além disso, o ultrassom depende muito do operador e avalia mal lesões centrais do parênquima, que é o que estamos procurando aqui.
- A alternativa D, ressonância magnética, é promissora por não usar radiação ionizante.
- Porém, ela tem disponibilidade limitada, exige sedação em crianças pequenas e um tempo de aquisição de imagens longo, não sendo o exame padrão para essas complicações parenquimatosas da pneumonia.
- Por fim, a alternativa A, tomografia de tórax, é a mais adequada neste cenário.
- A tomografia com contraste é o melhor exame para mostrar necrose, que aparece como áreas consolidadas que não realçam e com cavitações, além de abscesso, fístula broncopleural e outras complicações do parênquima numa pneumonia que não responde ao tratamento.
- Lembre-se: criança com pneumonia que mantém febre e toxemia após quarenta e oito a setenta e duas horas de antibiótico adequado, com piora clínica e radiológica, sempre deve ter investigada a presença de complicações intraparenquimatosas com tomografia de tórax.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Pneumonias adquiridas na comunidade complicadasSBP, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
Comentário atualizado em