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Pediatrando

Criança de 7 anos, sexo masculino, com diagnóstico prévio de asma leve persistente, em uso regular de budesonida + formoterol inalatório (200/6 µg, 2x/dia), procura o pronto-socorro por piora da dispneia há 4 horas. Apresenta tosse seca intensa, sibilância audível e dificuldade para falar frases completas. Sinais vitais: FC: 122 bpm; FR: 34 irpm; SatO₂: 93% em ar ambiente; temperatura: 36,8°C. Ao exame físico: uso de musculatura acessória, tiragem intercostal e sibilos difusos bilaterais. Glicemia, temperatura e exame de orofaringe normais. Assinale a alternativa correta com relação à conduta imediata apropriada nesse momento:

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Resposta: A

  1. A) Administrar β2-agonista de curta ação (salbutamol) inalatório em doses repetidas, oxigênio se SatO₂ < 94%, e reavaliar resposta clínica em 15-20 minutos.

    Crise com FR de 34, uso de musculatura acessória, fala entrecortada e SatO2 de 93%: salbutamol 4 a 10 jatos com espaçador (ou nebulização) a cada 20 min na primeira hora, oxigênio para manter SatO2 entre 94% e 98% e reavaliação a cada 20 min. Corticoide sistêmico (prednisolona 1 a 2 mg/kg, máximo 40 mg) entra ainda na primeira hora.

  2. B) Iniciar corticosteroide oral isoladamente e manter observação por 1 hora antes de qualquer broncodilatador.

    Corticoide sistêmico deve ser dado na primeira hora, mas age em 4 a 6 h e não substitui o broncodilatador; atrasar o salbutamol por 1 hora em criança com dispneia importante é perigoso.

  3. C) Iniciar antibiótico empírico por suspeita de infecção viral desencadeante e manter corticoide inalatório.

    Crises de asma são desencadeadas sobretudo por vírus, e antibiótico não trata infecção viral; a GINA não recomenda antibiótico na exacerbação sem evidência de infecção bacteriana, como pneumonia ou sinusite.

  4. D) Encaminhar diretamente para internação hospitalar sem tentativa de broncodilatação inicial.

    Mesmo quando a internação parece provável, o broncodilatador começa imediatamente no pronto-socorro; a decisão de internar se baseia na resposta após 1 a 2 h de tratamento.

  5. E) Administrar adrenalina intramuscular (0,01 mg/kg) e solicitar intubação orotraqueal imediata.

    Adrenalina IM é tratamento de anafilaxia, não de crise de asma sem sinais de reação alérgica sistêmica. Intubação é reservada a sonolência, confusão, tórax silencioso ou insuficiência respiratória que não responde ao tratamento, nada disso presente.

Resumo para lembrar

Crise de asma moderada a grave na criança de 6 a 11 anos (fala em frases, FR acima de 30, musculatura acessória, SatO2 de 90% a 95%) trata-se com salbutamol 4 a 10 jatos com espaçador a cada 20 min na primeira hora, oxigênio para SatO2 de 94% a 98% e prednisolona 1 a 2 mg/kg (máximo 40 mg) precoce; ipratrópio nas graves. Reavalia-se a cada 20 a 60 min.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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