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Pediatrando

Criança em choque séptico apresenta pulsos amplos e extremidades quentes. Qual infusão vasoativa é a mais adequada?

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Resposta: C

  1. A) Adrenalina

    A adrenalina é a escolha preferida no choque frio, com baixo débito, extremidades frias e enchimento capilar lento, porque soma efeito inotrópico ao vasoconstritor. Aqui os pulsos amplos e a pele quente apontam vasodilatação, em que o problema central é a resistência vascular sistêmica baixa.

  2. B) Dopamina

    A dopamina já foi a droga inicial no choque séptico pediátrico, mas a Surviving Sepsis Campaign pediátrica sugere adrenalina ou noradrenalina em vez dela, pela associação com pior desfecho e pelo efeito menos previsível, dependente da dose e da maturidade dos receptores.

  3. C) Noradrenalina

    Pulsos amplos e extremidades quentes caracterizam o choque quente, vasodilatado, com resistência vascular sistêmica baixa. A noradrenalina, vasoconstritora alfa-adrenérgica potente, restaura o tônus e a pressão de perfusão. A Surviving Sepsis Campaign pediátrica aceita adrenalina ou noradrenalina como primeira linha e deixa a escolha ao perfil hemodinâmico.

  4. D) Dobutamina

    A dobutamina é inotrópica e vasodilatadora, útil na disfunção miocárdica com resistência vascular alta e pressão preservada. No choque quente ela reduziria ainda mais a resistência vascular e poderia agravar a hipotensão.

Resumo para lembrar

No choque séptico refratário a volume, a Surviving Sepsis Campaign pediátrica indica adrenalina ou noradrenalina, não dopamina. O perfil orienta a escolha: choque quente, com pulsos amplos e extremidades quentes, é vasodilatado e responde melhor à noradrenalina; choque frio, com baixo débito, favorece a adrenalina. Dobutamina não corrige vasoplegia.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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