- A) 1–2 minutos
Doses a cada 1 a 2 minutos acumulariam efeito alfa e beta-adrenérgico excessivo, com mais consumo de oxigênio miocárdico e arritmias, sem ganho demonstrado. Esse intervalo não corresponde a nenhuma recomendação da AHA para a adrenalina na parada.
- B) 2–3 minutos
O intervalo de 2 a 3 minutos fica abaixo da faixa recomendada. Ele lembra a duração do ciclo de RCP entre as checagens de ritmo, de cerca de 2 minutos, e por isso confunde, mas a adrenalina segue o intervalo de 3 a 5 minutos.
- C) 3–5 minutos
A AHA recomenda adrenalina 0,01 mg/kg IV/IO (0,1 mL/kg da solução 0,1 mg/mL), máximo de 1 mg por dose, repetida a cada 3 a 5 minutos durante toda a parada. Na prática, equivale a uma dose a cada dois ciclos de 2 minutos de RCP. No ritmo não chocável, a primeira dose deve ser dada o quanto antes.
- D) 6–8 minutos
Esperar 6 a 8 minutos deixaria a pressão de perfusão coronariana cair entre as doses. A adrenalina tem meia-vida curta, e o intervalo de 3 a 5 minutos existe justamente para manter o efeito vasoconstritor que sustenta a perfusão durante as compressões.
Resumo para lembrar
Na parada pediátrica, a adrenalina é 0,01 mg/kg IV/IO (0,1 mL/kg da solução 0,1 mg/mL), máximo de 1 mg por dose, a cada 3 a 5 minutos, o que equivale a uma dose a cada dois ciclos de 2 minutos. Em assistolia e AESP, dar a primeira dose o quanto antes; em FV/TVSP, após o segundo choque. Pela cânula traqueal, 0,1 mg/kg.