Escolar, sexo feminino, 7 anos e 4 meses de idade, previamente hígida, é trazida à consulta de rotina com relato que apresenta desenvolvimento mamário há 5 meses. Não apresenta outras queixas. Faz uso diário de vitamina D, 600 Ul/dia, nega uso de qualquer outra medicação, seja sistêmica ou tópica. Ao exame clínico, nota-se estágio puberal M2P1. Estatura acima do percentil 97 pelas curvas adequadas da OMS, peso entre percentil 85 e 97. Nota-se que houve ganho de 4 cm de estatura nos últimos 6 meses. Realizada radiografia de punho esquerdo para determinação de idade óssea, laudo compatível com 10 anos. Com base nesses achados, o diagnóstico mais provável é
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Olá! Vamos analisar essa questão de pediatria. O primeiro dado importante que o enunciado nos traz é a idade da paciente, que é de "7 anos e 4 meses". Isso já nos acende um alerta para a precocidade de qualquer sinal puberal em meninas, que geralmente se inicia após os oito anos.
- Em seguida, o relato de "desenvolvimento mamário há 5 meses" é o sintoma principal. A presença de broto mamário, ou telarca, antes dos oito anos em meninas é um critério para puberdade precoce.
- O exame clínico confirma o estágio puberal "M2P1". O M2 significa que já há broto mamário, o que é consistente com o relato da mãe. O percentil 1 indica que ainda não há pelos pubianos, o que é importante para diferenciar de outras condições.
- A estatura "acima do percentil 97" é um dado crucial. Isso indica uma aceleração do crescimento, que é um dos sinais de progressão puberal.
- E para reforçar essa aceleração do crescimento, o enunciado nos diz que houve um "ganho de 4 centímetros de estatura nos últimos 6 meses". Esse ritmo de crescimento é bem acelerado para uma criança dessa idade, confirmando a progressão.
- Por fim, o laudo da radiografia de punho esquerdo mostra uma "idade óssea compatível com 10 anos". Isso é um avanço significativo de dois anos e oito meses em relação à idade cronológica da paciente, o que é um forte indicador de puberdade precoce.
- Juntando todos esses achados, temos uma menina de sete anos e quatro meses com telarca, aceleração do crescimento e avanço da idade óssea.
- Essa combinação de sinais sugere fortemente uma ativação precoce do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, que é o que define a puberdade precoce central.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa A sugere "adrenarca precoce isolada".
- A adrenarca precoce isolada se manifesta principalmente com pelos pubianos e axilares, e não explica o desenvolvimento mamário que a paciente apresenta, nem a aceleração do crescimento ou o avanço da idade óssea. Portanto, está incorreta.
- A alternativa C propõe "telarca precoce isolada".
- Embora a paciente tenha telarca, a telarca precoce isolada não costuma vir acompanhada de uma aceleração tão significativa do crescimento e do avanço da idade óssea, como vemos neste caso. Por isso, esta alternativa também está incorreta.
- A alternativa D, "variação da normalidade", também está incorreta.
- Uma menina de sete anos e quatro meses com telarca, crescimento acelerado e idade óssea avançada não se enquadra como uma variação da normalidade; esses achados exigem uma investigação aprofundada. Portanto, não podemos considerar essa opção.
- A alternativa B, "puberdade precoce central", é a correta.
- A presença de telarca em idade precoce, associada à aceleração do crescimento e ao avanço da idade óssea, indica a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, caracterizando a puberdade precoce central.
- Para revisar rapidamente: uma criança com telarca antes dos oito anos, aceleração de crescimento e avanço da idade óssea, pense sempre em puberdade precoce central.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- PCDT — Puberdade precoce centralMinistério da Saúde / acervo SBP, 2022 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.