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Pediatrando

Paciente de 1 ano e meio, previamente hígido, é levado ao pronto atendimento com queixa de oligúria e edema há 1 dia. A mãe relata que a criança não urina há 8 horas. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, descorado 3+, hidratado, edemaciado, com pressão arterial acima do percentil 95. Não há histórico familiar de doenças ou outras comorbidades prévias. A mãe informa que, há 10 dias, a criança teve um episódio de diarreia sanguinolenta, acompanhado de inapetência e vômitos, com resolução espontânea após 5 dias. Desde então, não houve mais episódios de diarreia ou vômitos. Exames na tabela:

Imagem da questão — USP-RP R+ 2025, questão 54

Qual das alternativas abaixo descreve a alteração laboratorial mais esperada para a suspeita diagnóstica?

Ponto solto no meio da frase, erro de digitação do PDF.

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Resposta: A

  1. A) Lactato desidrogenase elevada.

    A LDH sobe pela hemólise intravascular e pela lesão isquêmica dos tecidos na microangiopatia trombótica; é marcador sensível da SHU e ajuda a acompanhar a atividade da doença, junto com esquizócitos no esfregaço, haptoglobina baixa, reticulocitose e Coombs direto negativo.

  2. B) Complemento C3 e C4 reduzidos.

    C3 e C4 baixos juntos sugerem ativação da via clássica, como na nefrite lúpica, rara aos 18 meses. Na SHU por STEC o complemento costuma ser normal ou pouco alterado; C3 persistentemente baixo levanta suspeita de SHU atípica mediada por complemento.

  3. C) Antiestreptolisina O (ASLO) elevada.

    ASLO elevada apoia glomerulonefrite pós-estreptocócica, que dá edema, hipertensão e oligúria, mas não anemia intensa nem plaquetopenia, e surge 1 a 3 semanas após faringite ou impetigo, não após diarreia sanguinolenta.

  4. D) Esfregaço de sangue periférico com blastos.

    Blastos no sangue periférico indicariam leucemia aguda, que pode dar anemia e plaquetopenia, mas não se liga a diarreia sanguinolenta prévia nem a lesão renal aguda com hipertensão. Na SHU, o esfregaço mostra esquizócitos (hemácias fragmentadas), não blastos.

Resumo para lembrar

SHU típica: 5 a 10 dias após diarreia sanguinolenta por E. coli produtora de toxina Shiga surgem anemia hemolítica microangiopática (Hb 6,8 g/dL), plaquetopenia (50.000/mm³) e lesão renal aguda (creatinina 3,8 mg/dL), com oligúria, edema e hipertensão. A hemólise se confirma por LDH elevada, esquizócitos, haptoglobina baixa e Coombs direto negativo.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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