Lactente, 6 meses é admitido com febre alta, irritabilidade e abaulamento de fontanela. O líquor mostra pleocitose com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia e proteinorraquia elevada. Histórico vacinal: apenas as vacinas BCG e a primeira dose de hepatite B. A conduta indicada é iniciar:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos um lactente de seis meses de idade, o que já nos direciona para um grupo específico de patógenos e apresentações clínicas.
- Ele é admitido com febre alta, irritabilidade e abaulamento de fontanela. Essa tríade clássica é muito sugestiva de um quadro de meningite.
- O exame do líquor confirma nossa suspeita: pleocitose com predomínio de neutrófilos, hipoglicorraquia e proteinorraquia elevada. Isso é um padrão típico de meningite bacteriana.
- Importante notar o histórico vacinal: ele recebeu apenas as vacinas BCG e a primeira dose de hepatite B. Isso significa que ele não está protegido contra Haemophilus influenzae tipo b e pneumococo, que são causas comuns de meningite nessa idade.
- Juntando os dados, o quadro clínico e o líquor são altamente compatíveis com meningite bacteriana. A idade e a vacinação incompleta nos alertam para os patógenos mais prováveis.
- Diante de uma meningite bacteriana confirmada por líquor e com alto risco para agentes como pneumococo e Haemophilus, precisamos iniciar um tratamento empírico que cubra esses patógenos de forma eficaz e rápida.
- A alternativa A sugere Aciclovir intravenoso até exclusão viral. No entanto, o líquor do nosso paciente é claramente bacteriano, com predomínio de neutrófilos e hipoglicorraquia. Aciclovir seria para encefalite herpética, que tem um padrão de líquor diferente, geralmente linfocítico.
- A alternativa B propõe Cefalexina por via oral. A Cefalexina não atinge concentrações terapêuticas no líquor e a via oral é totalmente inadequada para uma infecção grave do sistema nervoso central como a meningite bacteriana. Precisamos de antibióticos intravenosos em dose meníngea.
- A alternativa C indica Ampicilina isoladamente. A Ampicilina isolada não cobre adequadamente pneumococos resistentes, Haemophilus produtores de betalactamase ou meningococos de forma confiável. Ela é adicionada à cefalosporina em menores de um a três meses para cobrir Listeria, o que não é o caso aqui.
- A alternativa D, Ceftriaxona associada à vancomicina intravenosa, é a conduta correta. A Ceftriaxona cobre meningococo, Haemophilus influenzae e a maioria dos pneumococos. A vancomicina é adicionada para garantir a cobertura de pneumococos com sensibilidade reduzida às cefalosporinas, especialmente importante em um paciente sem vacinação completa.
- Em um lactente com meningite bacteriana e vacinação incompleta, a combinação de ceftriaxona e vancomicina é essencial para uma cobertura empírica adequada, visando os principais patógenos, incluindo os resistentes.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Meningitis and encephalitisRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.